Queridinha

terça-feira, 9 de abril de 2024

Diário de bordo - A cegueira



 Eu estava ansiosa, a jornada me deixava às vezes impaciente, mas Eros e Carmem me ensinavam a arte da persistência, depois de um banho de rio, e de todas as aventuras, eu já estava me acostumando com a viagem, estávamos no meio do caminho, essas terras de Ganesha nos deixam sempre atentos, há sempre surpresas e nem sempre estamos preparados para ela.

A noite as sombras pareciam brincar com a nossa ingenuidade e com o nosso cansaço, a lua estava minguante e estávamos prontos para dormirmos quando um ruído nos deixaram mais atentos, a fogueira estava ainda com resíduos e um pouco de brasas quando a fogueira novamente iluminou o nosso acampamento, Eros e Carmem e eu saímos da cabana e nos deparamos com uma sombra, ela parecia alguém com um tecido preto, um capuz mas quando nos aproximávamos ele evaporava e uma voz rouca nos alertou. Saem ao amanhecer , as trevas também caminham a luz do dia.

Aquela cena parecia tão enigmática como o ser que nos alertou, ao acordarmos estávamos cegos, não conseguíamos enxergar nada, nem uma sombra e nem uma névoa, estávamos cegos, o desespero tomou conta de mim, e Eros e Carmem calmos me trouxeram uma bela lição.

__ Irmã, lembre-se que há outros sentidos dos quais ainda dispõem , essa cegueira é passageira.

Eu respirei, e me sentei, respirei e me acalmei, bem, era uma cegueira momentânea até aonde eu sei, era como um leve conjuntivite, então, nos concentramos no nosso espaço, era uma terra que eu não conhecia e não estavam absolutamente perdida , nós, estávamos presos a uma situação estranha, mas precisávamos sair dali. 

Encontramos algumas varas e começamos a caminhar, em pouco tempo eu já estava descobrindo um outro mundo, os sons, o tato já estavam bem acenturados em mim, eu já conseguia sentir o gosto estranho que o vento trazia, o som de pássaros e fontes de água já eram sons habituais , andamos por meia hora, apalpando o caminho, a mágica de Carmem nos auxiliaram quando desmontamos a cabana e deixamos alguns rastros pelo caminho.

De repente um frio, um calafrio me fez parar, eu podia sentir os seres das sombras por perto,

As sombras nos carregaram, nos rodopiavam, nos falavam ao ouvidos palavras de ordem, palavras de desânimo e muitas coisas que nos assombravam a alma, palavras que poderiam nos paralisar e nos deixar apáticos e sem vida, eram sensações de solidão, eram sensações de frio intenso, as minhas mãos estavam frias, eu poderia sentir meu coração acelerar, eu cai com a agitação desses seres das sombras, mas eu me ergui e continuei a caminhar.

Eros e Carmem me disseram para eu me proteger através da mentalização da barreira de luz a minha volta e isso me deixou mais leve e os calafrios passaram, o som de uma cachoeira nos alertou e paramos por um tempo até sabermos a que caminho seguir.

Eros então, a beira do rio lavou os seus olhos e então, a sua visão voltou ao normal, Carmem e eu fizemos o mesmo, já era noite quando novamente armamos a cabana.

Às vezes somos cegos videntes, não conseguimos perceber o que está a nossa frente, estamos cegos em muitas questões, a empatia é um ato de caridade e sem ela não podemos avançar pelo caminho e não amadurecemos quando a deixamos de lado.

A cegueira moral nos é mais nociva do que podemos imaginar, deixamos de perceber os problemas e não conseguimos evoluir.

Somos cegos quando não olhamos para o nosso interior e não nos aprofundamos em sentimentos que deveriam ser monitorados , como o egoísmo, o orgulho , a vaidade.

Há sombras dentro de nós quando estamos cegos, estamos cegos quando não ajudamos o outro e quando não nos percebemos e também estamos cegos quando nos mutilamos, quando nos ferimos porque não aceitamos a nossa condição de seres falíveis.


segunda-feira, 8 de abril de 2024

Eclipse solar... Os dois amantes!!!







 Hoje eu estou aqui.

Sentada e em silêncio.

O dia parece quente, as nuvens quase não aparecem no céu.

Um dia para ser inesquecível.

As folhas secas caem no chão, o outono...

As esperanças renovadas, um novo eclipse, uma nova carta no tarô.

As alegrias e a minha confiança em dias melhores se renovam.

Hoje é o dia em que as cores ficam mais vivas.

Quando as grandes transformações acontecem.

O mar revolto se acalma e a lua tão doce e iluminada desvenda nossos segredos.

As sombras apenas refletem um mundo doloroso.

Mas em corações alados, o amor transborda.

Não há espaço para tristezas mesmo que ela nos venha visitar.

Em corações alados, toda tristeza é passageira.

Todas as noites, todos os sons são mágicos e todas as luas são minhas.

Porque dentro de mim não há espaços vazios.

E aquele amor adormecido por alguém, ainda habita em mim.

Livre e tranquilo.

Nada além do amor.

O eclipse me revela a grandeza do espaço.

Das vezes que eu estive lá, vi que somos mais do que seres que habitam.

Somos seres que brilham cada qual em seu lugar.

E se um dia toda a escuridão cegar os desavisados.

Alguém há de brilhar indicando o caminho e dentre ele outros surgirão.

Somos luzes que brilham quando precisamos estender as mãos aos outros.

Somos quem podemos ser diante de qualquer dor, mágoa ou cansaço.

E apesar de tudo, somos sempre andarilhos do Universo.

O sol se alinha a minha lua.

Os dois amantes , unidos diante do meu olhar.

Não há beleza maior.

Contemplar um momento raro em que eles se encontram.

E se descobrem unos.

Talvez seja essa a alegria de estarmos aqui.

Contemplativos e silenciados diante da beleza de sermos todos um.

Neste dia meditemos sobre quem somos.

E nos iluminemos para que possamos mostrar o caminho para os que vivem na escuridão.


 

sábado, 6 de abril de 2024

Um olhar sobre nós...Envelhecer não é tão ruim assim!!!

 


Eu estou envelhecendo, perdendo um pouco a lucidez ,mas eu aprendi a envelhecer buscando eu... em mim mesma , embora ainda estou caminhando lado a lado com as minhas imperfeições.

Eu percebi que envelhecer não é tão ruim assim, é só o tempo passando por nós.

Estou usando a minha energia para pensar melhor.

Aprendemos com o envelhecimento que a maturidade não tem relação com o tempo, mas como pensamos, como entendemos o mundo e o que fazemos com aquilo que aprendemos.

Depois de um tempo a gente aprende a pensar.

Todos os nossos  pensamentos se formam e moldam o nosso corpo.

A nossa mente capta todas as energias que se conectam a nós e atraímos os que nos assemelham.

O amor é a grande energia criadora e sendo assim , estamos emergidos nesse universo.

Quando eu era pequena acreditava que as estrelas eram seres iluminados, que ali estavam todos os nossos desejos, então, eu olhava para o céu estrelado e para a lua e fazia meus desejos, era assim que a mágica acontecia dentro de mim.

Eu poderia ser a menina estranha e esquisita mas eu era e sou assim, a garota do lado oposto do mundo, nada para mim era estranho, apenas diferente daquilo que poderiam julgar padrão.

Na vida teimamos em querer parecer com os outros, queremos nos conectar com a grande maioria, mas o que nos mantém firmes é simplesmente sermos quem somos.

Quando nos apaixonamos tornamos o outro o centro das nossas atenções, mas depois que aquele sentimento passa, a euforia passa , nos damos conta que o outro não é tão especial assim, os tornamos especiais porque queremos ser especiais para eles, e essa sincronia se torna maior quando de fato somos verdadeiros com as pessoas das quais nos apaixonamos, a paixão é um sentimento quente que nos liga as estrelas, então, somos apaixonados por todos aqueles que nos sentimos sincronizados.

O mundo é bem maior do que podemos tocar, podemos ver , a nossa maior conquista está nas nossas conexões com os outros, com os nossos bons e nobres sentimentos.

A simplicidade é a maneira mais delicada que o Universo nos apresenta, ele está em pequenos detalhes imperceptíveis para os que não se conectam com a natureza de tosos nós, os grãos, as folhas tímidas de uma flor, as gotas de chuvas, o cheiro doce da canela, tudo que existe está nele o átomo do amor, em tudo que há no mundo existe numa única essência, portanto, porque tentar nos esconder nas complexidades?

Podemos fazer dos nossos dias, as reclamações diárias, as más impressões do dia, podemos reclamar das pessoas insensatas e da maneira distraída dos outros porque não querem nos olhar de perto ou mesmo nos bajular, acariciando o nosso ego, a verdade é que agradecer o que vivemos é o jeito singelo e simples de viver intensamente a nossa própria vida, perceber que somos apenas iniciantes na jornada , na nossa jornada.

O nosso olhar diante da vida é que nos definem como seres humanos.

A nossa ingenuidade pode provocar um grande elo entre o que somos e o que queremos ser, a nossa ingenuidade nos provoca curiosidades e amadurecimento, porque a beleza é assumirmos a nossa personalidade, aceitar quem somos nos fazem atingir a nossa essência e nos aventurarmos na vida, termos a responsabilidade de viver o que realmente precisamos viver.

É natural que nos sentimos inseguros em alguns momentos, indefesos ou mesmos algozes, mas a grande jornada está em transmutarmos tudo que achamos inadequado em nós para nossa própria evolução, ninguém nasce pronto.

O que o outro pensa de nós, é algo sobre ele, não sobre nós, porque o pensamento de cada um, é a sua força criadora e cada um emite a energia que lhe convém, só doamos o que temos no coração.

Se tem uma coisa que temos de fato é o que sentimos, o que pensamos , nada mais, a nossas posses materiais são passageiras e instáveis , mas o que de fato pertencem em nós, estão dentro de nós, então , porque não procurar dentro de nós o valor, as coisas que realmente nos importam, podemos ter a atenção, o amor do outro, mas sempre estamos compartilhando quem somos com os outros, porque as relações humanas são baseadas em conexões energéticas e não de outra forma.

Nos afastamos do outro, nos aproximamos do outro conforme a nossa vontade, a nossa escolha, então não culpemos os outros pelas nossas próprias anormalidades , somos quem somos e isso é fato, e nada muda isso.

Quando encontramos pessoas interesseiras é porque estamos atraindo elas até nós por algum motivo, algumas semelhanças nos aproximam e nos ajuda em nosso enriquecimento moral, quando conhecemos pessoas simples , sem segundas intenções e de certa forma amorosa é que algo em nós as fizeram se aproximar, tudo é física e química, é a lei Universal agindo.

É bem certo que os sentimentos, ações e reações nos levam a ciclos reativos mas a grande verdade é que todos estamos vivendo no mesmo ambiente em diferentes frequências e isso não se pode negar, e mesmo o mais leigo quanto a isso e mesmo que não queiram admitir, somos sim parte de um TODO.

Vamos nos sentir culpados, vamos muitas vezes culpar os outros, mas a maturidade não tem data para acontecer, ela acontece no nosso tempo e definir os outros, julgar os outros é um trabalho indigno de todos que querem um dia crescer e se tornar de fato um ser mais belo em sua natureza divida de ser.

Se queremos sermos realmente bons precisamos olhar para nós mesmos e procurar o que temos de melhor, em alguns aspectos vamos nos julgar mas com o tempo, aprendemos a nos reconhecer como seres falíveis e em construção, vamos aprender a ler textos longos, sem pressa e com a paciência que precisamos, vamos nos conter em comentários desnecessários, e vamos aprender usar melhor o silêncio, vamos amadurecer gradualmente, mas vamos vivendo, não vamos nos achar no direito de acertar o tempo todo, não é proibido errar, mas esperar sempre o melhor, é sempre a nossa melhor escolha.

Envelhecer é algo inevitável, mas amadurecer é uma escolha nossa.

Envelhecemos a nossa pele, o nosso corpo mas nunca nos tornamos velhos, apenas é o tempo passando por nós, e quando realmente estamos maduros o envelhecimento se torna uma dádiva e não um fardo.

sexta-feira, 5 de abril de 2024

Meu amor depois de você!!!

 


Quando as minhas mãos perderam as suas mãos, eu cai.

 O meu céu perdeu a cor, nem as águas rasas me deixaram ver a minha própria imagem.

 Mas eu cresci, eu cresci andando descalço em terras ásperas.

 As minhas mãos, as minhas palavras, meu coração abraçou-se como um amigo urso;

 Eu cresci quando eu me vi sozinha, transformei-me em dores crescidas.

 Eu aprendi a olhar você com os olhos fraternos , então, deixei você partir.

 E eu cresci.

 E meu céu ficou azul, fiquei com as cores que o mundo coloriu para mim.

 Eu me vi novamente crescendo em mim e não em você.

 Eu aprendi a esquecer as dores que você deixou.

 E eu cresci.

 Cresci sem você por perto.

 Cresci nascendo de novo, é assim que nos fazemos presentes em nós mesmos.

 Aprendi a olhar você com os olhos abertos.

 Eu cresci ...

 Nada do que foi será, como disse o poeta.

Meu coração abraçou as alegrias de ser eu mesma.

E me engrandeci querendo ser eu.

E quando foi que deixei de ser eu?

Quando eu pensei que deveria ser o que você quisesse que eu fosse.

E então, eu cresci.

Eu me amei como nunca tinha amado antes.

Olhei para o céu e vi a lua me banhando e me nutrindo.

Eu cresci com ela.

As minhas fases, as minhas lindas memórias sobre você, eu perdoei.

Eu vi as borboletas posaram nas minhas mãos, eu eu novamente me vi voando com elas.

As flores do meu jardim, a minha casinha de fadas, as minhas estátuas ritualísticas.

Eu me vi sendo eu, eu me alegrei sendo eu, e eu amei sendo eu.

E quando percebi que meu brilho se intensificou, eu esqueci o que você foi dentro de mim.

E eu cresci.

Quando eu ficar velha quero poder olhar para trás e ri de tudo, poder sentir a brisa e rir de tudo.

Entrar dentro de mim, ficar dentro de mim sem você por perto.

Sabe?

Eu te amo, mas agora... eu te amo mais.

Amo o que você deixou em mim, amo o que você causou em mim.

Acho que o que sou hoje é bem mais...

Quem sou eu depois de você?

Sou apenas eu...

O simples querer, a vontade louca de continuar vivendo na lua e sonhando com ela.

Sabe?

Eu te amo, mas agora, eu te amo mais.

Meu amor depois de você, é mais linda de todas as flores, é a mais bela que as pedras do meu jardim.

O meu amor depois de você é a dose exata da cura, é a beleza de qualquer ser.

É o Universo expandindo em mim.

É o gosto doce do orvalho.

A medida certa do açúcar e a chuva grossa que faz cócegas na minha pele.

Meu amor depois de você, é a mais pura verdade dentro de mim.

Eu cresci quando você deixou dentro de mim a mais dura carência.

E eu te amo por isso, por me deixar crescer fora de você.


quinta-feira, 4 de abril de 2024

Por onde vagam os nossos pensamentos?



 Os tesouros que guardamos no coração são brisas.

As nossas virtudes acalentam corações e nutrem a nossa alma.

As nossas marcas nos acompanham e nos moldam.

O mundo é um lugar onde as nossas escolhas pesam o nosso destino.

As nossas lutas internas mudam nossos caminhos e paisagens.

As nossas mãos moldam argilas que se transformam em vida.

E vidas que mudam outras vidas, somos seres que se transformam em luzes ainda mais brilhantes.

Cada história e cada nova roupagem são trabalhos que desempenhamos em nós mesmos.

A dose exata de esperança é digna do que queremos alcançar.

Quanto maior a jornada mais coragem nos é necessária.

E quanto mais riqueza interna buscamos maiores serão as nossas próprias lutas.

Quanto mais fortes somos, mais razões carregamos dentro de nós.

Não existem caminhos errados, há escolhas que nos levam a caminhos difíceis.

Pequenas histórias podem servir de exemplos para outros.

Mas a história que contamos para nutrir esperanças são apenas faíscas que nos levam a outras histórias.

Por caminhos onde passam tempestades, só ficam histórias.

Paixões, compaixões e um pouquinho de paz.

Por onde vagam os nossos pensamentos?

Lá estão as nossas reais intenções.

Se está nas campinas, nos jardins onde crescem girassóis ou nas estradas vazias.

Os campos, nas florestas, nas ruas das grandes cidades e nas veredas, desertos e mares.

Tudo vive em nós!!!




Diário de bordo - A iniciação

 


Uma palavra me elevou o espírito, e meu corpo estavam abaixo de mim.

Eu o via repleto de uma luz violeta, me sentia extremamente consolada, Eros e Carmem estavam ainda dormindo, eu percebi que a partir dali eu estava entrando num profundo momento de despertar.

Depois que passei pelos portais eu percebi que meu corpo havia mudado , mas não era só o corpo mas meu espírito, eu estava sendo iniciada e meu coração palpitava forte, era a minha ânsia poe estar vivendo um momento crucial na minha vida.

Eros e Carmem acordaram logo depois que os raios de sol alcançaram a colina, eu havia preparado as frutas e feito uma pequena salada, estávamos monidos de confiança e a certeza de que estávamos no caminho certo.

Eu estava escrevendo no meu diário de bordo quando um vento forte arrastou a nossa cabana, as flores amarelas que cobriram o campo me fizeram querer estar entre elas, as pétalas amarelas caiam sobre nós como uma nuvem mágica, meu espírito reservou um lugar na minha memória.

Eros me olhou e eu me senti aquecida com seu olhar amável e cintilante, era um Elfo muito belo e gentil.

Caminhamos por uma hora e alcançamos um penhasco que só poderíamos andar a a partir dali através de uma escada para podermos descer até o leito do rio, não tinha outra maneira, era só essa.

Os meus olhos se tranquilizaram e seguimos em frente, não havia nenhum tipo de segurança, apenas a nossa força e a nossa coragem, descemos até a metade do caminho, ficamos parados observando a paisagem, ainda haviam 30 metros abaixo de nós, eu deveria sentir medo? 

Os meus medos , as minhas angústias ,a minha paciência estava sendo treinada e eu espero sempre o melhor mesmo que o mundo estiver vivendo o caos.

Eros tinha a leitura da situação e Carmem a leveza de uma bruma, Eros acertadamente de pegou pelo braco e me guiou dizendo: 

__ Sinta o seu coração e respire suavemente, não pense na chegada, mas na travessia, nas lições diárias, na leveza do seu próprio espírito, lembre-se de que somos espíritos vivendo as experiências que precisam serem vividas, conhecerá pessoas nobre com o coração cheio de amor, mas há pessoas carregadas de ódio e ambições, e são essas pessoas que a levarão a escolher o caminho da luz ou o caminho das trevas.

Eleve seu espírito com belos pensamentos, e sinta a brisa tocar sem corpo, sinta o leve toque a rocha que estamos descendo e principalmente sinta a emoção do momento e nutre-se da coragem.

Um vento forte abalou as estruturas da escada, eu pude sentir o balanço na madeira onde estávamos, meus pés pareciam flutuar , então meu coração começou a vibrar como o vento que me tocava, eu comecei a descer as escadas e sentir a minha respiração leve, chegamos ao fim aliviados mas tranquilos, as águas limpas do rio nos acolheram e nos presentearam com peixes coloridos, as folhas grandes a beira do rio, as pedras de cristais que embelezava o caminho me fez pensar no que Eros havia me falado, o caminho que percorremos nos levam até o tesouro, um tesouro que poucos alcançaram, eu estava próxima a ele , ele me pertence e eu estou a caminho.

Caminhamos até uma cabana , foi quando a lua começou a surgir no horizonte, Carmem estava calada, pensativa, entramos na cabana, havia muita poeira, mas era um lugar aconchegante, ela pegou a varinha , decretou algumas palavras mágicas e um vento limpou a casa, estávamos acolhidos.

Eros e Carmem e eu  então, fizemos um círculo mágico e fizemos a magia de proteção, estávamos protegidos dos seres das sombras.

O círculo então brilhou num dourado e oscilava entre dourado e branco quando ele ficou prateado pudemos sentir o calor, a meditação nos levaram a visualizar nossos desejos mais profundos , quando terminamos o ritual adormecemos, mas os ruídos do lado de fora vindo dos seres das sombras eram constantes mas mesmo assim, a noite foi tranquila.

Carmem disse que a partir dali as sombras iriam nos perseguir porque assim como buscamos a luz, os seres das sombras também buscam a luz.



segunda-feira, 1 de abril de 2024

____ Mãe, eu estou com fome!!!



Pelas ruas estreitas da cidade, um choro escondido por entre a multidão que passa apressada.
As pernas finas de uma criança incomoda a mãe que a carrega no colo.
Agora é um choro sentido de criança, não há descanso no coração da mãe que não consegue esconder a dor.
Ela segura um choro escondido desde de muito tempo porque ela esqueceu de contar os dias.
Ela se esqueceu de quem era ela antes de tudo isso.
Suas mãos se estenderam ao primeiro casal que passa por ela, se sente sozinha e rejeitada.
Ela chora mais uma vez.
Seus olhos umedecidos banham a criança que acaba adormecendo no seu colo.
Suas dores se estendem a alma, o mundo parece vazio e sólido.
Não há nenhum sinal no céu de que vá chover.
O calor que antes a fazia esquecer do frio pela manhã agora a faz transpirar.
É um dia quente, bem quente.
Suas mãos se estenderam de novo, mas ninguém a vê, a pressa dos outros se faz com a indiferença.
O menino no colo acorda e pede água, a mãe tira uma garrafa quase vazia da bolsa pesada que carrega no ombro.
A pobreza marca a pele da mulher que carrega seu filho no colo.
Ele só tem três anos.
Não importa para ninguém, ninguém ali se importava, nem a enxergavam, ela existia, o filho dela existia.
Mas as mentes dos que caminhavam nas ruas da cidade não se importavam com aquela mulher.
As mentes estavam nas redes sociais, nas lojas de roupas e nos restaurantes caros que podiam pagar.
Nas drogas encaminhadas pelos correios e nas portas das danceterias, não adiantava chorar ou gritar.
A mulher sozinha com um filho no colo não fazia a diferença.
Os olhos do menino fitavam a loja de brinquedos, mas a mãe ensinou o menino que não iria adiantar pedir.
A pobreza marca as mãos da mulher que carrega seu filho no colo.
Um som vindo de dentro dela a incomodava mas não mais do que o som que saia de dentro do menino.
Um som que também doía, que matava lentamente.
Matava também a esperança, a vontade de sorrir.
E então ela se sentou num banco de praça.
Um homem idoso sentado no mesmo banco olhava para a árvore, a única árvore em  meio os concretos que deixavam a cidade cinza.
Então, a voz do menino fraco e magro quebrou o silêncio.
__ Mãe, eu estou com fome.
A mãe olhou para o homem e se envergonhou.
Envergonhou-se de ser pobre, de ser mulher e de ser ela.
O homem saiu, foi embora, a mãe chorou mais uma vez.
Era um choro seco.
Depois de alguns minutos aquele homem voltou.
A mulher enxugou as lágrimas.
O menino falou mais uma vez:
__ Mãe, eu estou com fome.
O homem então abriu uma sacola e disse:
__ Minha senhora, eu comprei um lanche.
As lágrimas da mulher molharam mais uma vez o seu rosto.
O homem se levantou , a mulher num gesto de gratidão o abraçou.
e o homem disse :
__ Esse é o melhor abraço do mundo!!!



A morte como lição!!!

 


Há uns três anos atrás eu estava escrevendo um livro chamado " Cinco Marias", um romance de 100 páginas, todas as vezes que eu terminava uma página eu as li para as minhas filhas, ao chegar a última página, assim que eu terminei de ler as últimas linhas, as meninas choravam compulsivamente, e eu também, ao terminar aquelas páginas de uma história sobre cinco mulheres fortes e destemidas, que sofriam todas as perseguições improváveis, as meninas se revoltaram com o final da história dizendo assim:

_ Mamãe, como você pôde matar as mulheres que deram vida a sua história?Você é uma escritora assassina!!!

Na hora em pensei. Meu Deus , eu sou uma escritora psicopata.

Eu me perdi naquelas palavras, reavaliei toda a história, e mesmo assim percebi que era impossível que tivesse um final feliz para aquela história, demorou algumas semanas para as meninas entenderem que a história se tratava de coragem, de amizades sinceras e intensas e que a morte é um momento natural da vida de qualquer ser vivo.

Quando percebemos que a morte parece o fim de qualquer história ficamos frustrados e desolados porque a vida nos impõe um final terrível e parece que não há esperança e tudo chega ao fim, quando a morte é uma realidade que não podemos fugir nos revoltamos e não compreendemos que a vida não chega a fim, apenas acreditamos que não há como escrever outras histórias, acreditamos que não haverá novas experiências e a morte se torna uma vilâ, mas na verdade a morte apenas é uma mudança que não conseguimos entender, e que a história que vivemos é a nossa passagem mais linda de qualquer história, o que conta é sempre o que vivemos e não como julgamos o término, enfim, a morte é apenas um jeito cruel de dizer, que as coisas irão mudar a partir desse ponto final.

Sempre julguei que eu fosse uma pessoa forte, cresci acreditando nisso, as histórias que a minha avó me contava de eu estar no hospital no meu aniversário de um ano, eu sempre me aventurei, e me entregava as minhas aventuras como se eu fosse uma superwoman, eu vivia subindo em árvores, cai inúmeras vezes de árvores, escadas , nadava em rios e sofria com picadas de insetos, me ralava toda correndo no carrinho de rolimã, o tempo todo, quando eu cai da trave de futebol e meu rosto inchou, eu mal me reconhecia, e da vez que subi num coqueiro, entrou um espinho no meu pé e eu acabei caindo lá de cima , meu Deus, eu nunca quebrei um osso se quer... eu sempre acreditei que eu fosse invencível, e a menina mais sortuda do mundo, e acredito que eu ainda sou tudo isso.

Ser forte o tempo parece uma tarefa fácil para uma heroína , mas não é, somos capazes de fazer coisas inacreditáveis, nos esforçamos para não cometermos erros, mas somos falíveis, acabamos ferindo o nosso coração e o coração dos outros, estamos sempre correndo riscos e o final da história sempre estaremos acreditando que podemos muito mais, que podemos salvar os outros, nos salvar , mas será que isso é bom?

Eu ainda não consegui responder a essa pergunta, sempre oscilo ao tentar responder, porque eu sempre estou em dúvidas sobre como seria a minha vida se fosse diferente.

Por maiores que fossem as minhas dores, por mais que eu poderia magoar alguém com as minhas impulsividades, com as minhas atrevidas indagações, ainda sim , eu sempre precisei ser forte, apesar de eu chorar por qualquer coisa que me dê vontade de chorar, eu sempre acreditei que fingir sentimentos nunca foi uma boa ideia, enfim, eu sempre testarei a minha resistência e sempre irei matar os meus personagens porque eles serão as Fênix que eu crio para entender o que se passa dentro de cada um de nós, e sempre teremos as cicatrizes das nossas escolhas e sobreviveremos a elas.

Estou escrevendo meu próximo livro, e até agora não matei ninguém, não que seja uma regra eu matar meus personagens, mas que mais cedo ou mais tarde eles viverão as lições que devemos aprender, que cada leitor se verá neles e os farão entender que tudo se trata de escolhas e de lições e que no final sempre aprendemos algo, teremos sempre memórias, e apesar da minha condição de desmemoriada estar avançando sem que eu queira, ainda sim carrego dentro de mim as lições das quais eu preciso passar e seja lá para onde a minha vida me levar eu serei sempre grata aos que passaram por mim, aos que passarão e se eu deixei alguma memória em alguém, boa ou ruim, eu fiz parte da vida de alguém, eu deixei uma cicatriz, eu deixei uma lição e eu deixei um pedaço de mim em alguém.

Somos todos seres que brilham e que podem voar com suas lindas asas que são feitas de puro amor e resistência, resistimos as dores, e nos deliciamos com as alegrias que vivemos e compartilhamos, assim se cria o Universo, com um amor infinito e não pensemos na morte como algo ruim, é só mais um momento da qual todos acabamos nos lembrando e que se acreditarmos que a morte é uma passagem para uma outra vida, ótimo, porque o amor sendo eterno, estaremos vivendo em um outro lugar de forma intensamente proporcional ao nosso coração.


domingo, 31 de março de 2024

Diário de bordo - O portal e a cabana transitória.




 Carmem não parecia preocupada , ela simplesmente entrou no portal e fui atrás como se isso fosse algo comum, apenas fadas e bruxas abrem portais, e eu estava ali, tonta, enjoada e cheia de perguntas, mas eu precisava confiar na minha intuição e a minha intuição dizia que eu poderia confiar em Carmem.

Carmem olhou para Eros e seus olhares se voltaram para mim, meus pés pareciam flutuar e realmente , eu estava levitando, isso sim não é nada comum, eu sentia meus pés adormecidos, as minhas mãos estavam quentes , me perdi em pensamentos tentando entender a razão de tudo aquilo, e Carmem gentilmente pegou as minhas mãos me puxando para baixo , então, consegui colocar os pés no chão.

Eros sorriu e logo encontramos um outro motivo para nos preocuparmos, o cervo estava ferido, as suas patas estavam sangrando,ele gemia baixinho, seus olhos saltavam de medo, seu corpo tremia, estava assustado e meu coração sentia aquela dor, aquela sensação de desamparo, parecia que eu estava sentindo tudo o que aquele pequeno cervo sentia. Eros tocou levemente uma das patas do cervo e suas mãos ficaram verdes e o cervo acalmou-se, as feridas já não estavam ali, ele havia curado o cervo apenas com um toque.

Novamente Carmem abriu o portal e a mesma sensação ,o mesmo efeito de levitação ocorrera comigo, comecei a achar graça , caminhamos por mais duas horas na floresta, quando avistamos uma cabana, podíamos sentir o cheiro da fumaça e a carne queimando no fogo, nos aproximamos da cabana e uma senhora abriu a porta, ela nos olhou nos aproximando e fechou a porta, não falamos nada, passamos pela cabana sem nos preocuparmos, a senhora parecia não estar contente com a nossa presença.

Quando olhamos para trás a cabana já não estava mais ali, mais algumas perguntas para me ocupar, Carmem fora generosa e comentou que se tratava de uma moradia transitória.

Olhei para Eros com um ar curioso e ele me disse que cabanas transitórias eram comuns naquelas terras, eram construídas para servirem de abrigo para estrangeiros e algumas eram utilizadas pelas curandeiras, mulheres destinadas a servirem por amor e se ocupavam na criação de chás e elixires.

Carmem disse que as curandeiras eram mulheres desconfiadas , muitas delas foram queimadas e chamadas de loucas, então, não se sentiam a vontade para conversas, então as cabanas transitórias eram construídas e raramente se materializavam, só acolhiam pessoas que realmente precisassem de ajuda.

Logo a lua se tornaria brilhante e cheia ,precisávamos armar o acampamento, durante o caminho colhemos ervas e algumas frutas, a sopa já estava quase pronta quando a noite chegou. A fogueira estava acesa e uma conversa amistosa nos faziam rir , Eros tocou a flauta doce e cantávamos músicas antigas , Carmem me ensinou a dançar, sua voz entoava uma canção infantil, era uma canção de fada, era quase uma oração, palavras sobre gratidão e mães que ninam seus filhos e assim que a fogueira apagou o sono e o cansado se apoderaram de nós.

A vida nos apresentam situações diversas, há mudanças significativas em nossas vidas, elas nos fazem perceber o quanto ainda precisamos aprender, nenhum instante é desperdiçado, precisamos confiar em nossa intuição e deixar que a vida siga seu destino, passamos por diferenças fase para que possamos amadurecer, nenhum espaço é ocupado pelo vazio.


O medo Vs auto-aceitação!!!



 Eu deixo a minha janela aberta, deixo o brilho da lua me iluminar até que eu adormeça, e muitas vezes acabo dormindo durante as minhas orações.

Meus olhos relaxam sob o céu estrelado e então eu sonho com dias melhores, porque eu sempre espero o melhor, 

Somos como pensamos, não há como esconder de nós mesmos o que somos, apenas somos.

Tentamos nos camuflar, nos escondemos com máscaras sociais , mas será que isso é justo com a gente mesmo?

Aprendi que ser eu mesma sempre fora a minha melhor escolha, ainda me escondo por detrás das portas e janelas observando o mundo de longe, mas eu entendo que nem sempre podemos ser de fato quem somos de verdade, é por isso que a nossa mente deve ser disciplinada e clara, temos a consciência  do que é certo e do que é errado e muitas vezes nos envergonhamos de nossos atos, e aprendemos a lidar com as nossas frustrações e marcas que as decepções nos deixam, mas tudo passa , assim como as águas dos rios.

O aprendizado é lento e gradual e jamais podemos deixar de agradecer cada momento de nossas vidas, as nossas experiências nos moldam e evoluímos por isso, a vida é tão linda em todos os aspectos.

Quando deixamos de acreditar em nós mesmos é como deixar um buraco na nossa história, mas não é errado passar por isso, porque faz parte de nosso processo, as nossas escolhas podem parecer desconectadas do que realmente queremos e somos , mas no final da história tudo se torna parte de quem somos.

Não somos auto-confiantes em todos os momentos , e nem somos apáticos , tão pouco medrosos o tempo todo, amadurecemos com as experiências, o medo pode nos paralisar mas ele nunca é permanente, o medo é apenas um instante na eternidade e não é errado sentir medo, é natural e quando nos desenvolvemos , o medo já não é o que nos paralisa, portanto, o medo é apenas uma pausa.

Tantas coisas me causaram medo, e quantas vezes me senti paralisada a ponto de não conseguir pensar claramente, eu digo que quando estou com medo eu me percebo como alguém falível e me submeto as minhas tentativas de superação e na medida que me aproximo da superação, eu amadureço e por fim, o medo já não existe.

O medo de amar. o medo de falhar e até o medo do sucesso, tudo é uma fase e quando nos vemos diante das nossas emoções e sentimentos verdadeiros aprendemos a lidar com as questões que a vida nos impõem, por isso sermos nós mesmos é um ato de auto-amor.

Eu sei o quanto é difícil lidar com novas emoções e sentimentos, eu sou uma mulher apaixonada pela vida , me vejo sorrindo o tempo todo, converso com todas as pessoas que se dispõem a falarem comigo mas eu gosto de ouvir a voz do silêncio, gosto de me absorver em pensamentos mais abstratos e dominar e perceber o que eu quero, essa é uma filosofia de vida;

Pessoas com segundas intenções, pensamentos obscuros e corruptas sempre existirão e passarão por nossas vidas, talvez seja apenas uma forma interessante de aprender, elas também farão parte de nossas vidas e não há como negar a existências delas, só cabe a nós escolhermos se queremos ou não nos assemelharmos a elas.

Precisamos deixar as nossas janelas abertas para sentir a luz entrar, é como o Universo trabalha, ele não reconhece o não ou o sim, é apenas energia, a vibração, quando vibramos no amor, a resposta é sempre amorosa , então, se estamos sendo incoerentes, quando estamos vivemos de aparências é natural que pessoas semelhantes a nós, se aproximem da gente, é a lei da física, nada mais do que o karma que vivemos conforme as nossas escolhas, nada de sobrenatural nisso.

Se estamos mascarando os nossos próprios sentimentos e emoções, quando vivemos de aparência ou agindo com más intenções, naturalmente sofreremos a essas situações, então, o que há de errado em sermos nós mesmos?

Fugir dos outros, pode significar fugindo das nossas próprias emoções e estaremos deixando de vivenciar coisas que seriam positivas para a nossa vivência, fugir de nós mesmos, é o mesmo que não aceitarmos o que precisamos viver, é deixar para depois as histórias incríveis que poderíamos contar , enfim, se queremos crescer é preciso deixar de ter medo do que podemos sentir.

A auto-aceitação é um processo, é gradual e é preciso nos atentarmos a beleza disso, não se deve menosprezar a si mesmo e nem termos a impaciência tão pouco pressa, tudo ao seu tempo.

Somos seres em constante mudança, quem fomos ontem , não seremos os mesmos hoje, o tempo pode ser um "velho sábio" metaforicamente, ele sempre nos ensina no momento apropriado, e somos seres maravilhosos só precisamos nos dar conta disso.





sábado, 30 de março de 2024

Uma noite de luar!!!

 


Um cintilante tocava as nuvens.

 Meus pensamentos bailavam.

As cortinas balançavam com o vento.

Um breve ruído incomodou o silêncio.

As fadas que vivem no jardim me acolheram.

O luar, as pequenas gotas de chuva molharam meus pés;

Me vi fitando a lua.

A lua está cheia, a beleza e a sua calmaria me alegrou o coração.

Joguei as mãos para o céu e senti um leve tremor.

Senti meu coração pulsar e minha respiração me levou ao meu lugar.

O meu lugar na lua que refletia em meus olhos a minha alma crua.

As minhas constelações preferidas enfeitavam o céu.

Eu me perdi no tempo, me acolhi no meu próprio abraço.

Meus braços longos, as minhas pernas compridas e magras me faziam parecer uma árvore brilhante ao luar.

E eu ria como uma velha dançando e cantando para a lua.

A lua sempre foi uma linda melodia e minhas porções mágicas são pequenas garrafas de chás.

Que me embriago ouvindo os mantras que a vida fez questão de me ensinar.

O meu sol, brilhando distante de mim ilumina a lua  em que eu sempre me vi. inteira.

Sem esse amor perfeito , me vi obrigada a cantar sozinha e me lembrar dos tempos em que o sol me pertencia.

A lua ainda me trás a leveza em seu brilho e numa viagem transcendental, me encontro nela,

E lá encima vejo o orbe, curvando-se e atropelando o espaço no seu tempo-espaço sobrevivendo as sombras dos humanos insanos e sedentos de ouro.

Mas lá de cima, eu não vejo ouro, eu vejo apenas a beleza , e o som já não ensurdece , ele apenas vibra suavemente.

As nebulosas, as cores infinitas e doces, me fazem sentir o calor que parte de dentro de mim.

O luar está sempre me chamando, eu pertenço a luz cintilante da lua, e me atrevo a chamar de meu paraíso.

Como as marés, esse luar faz crescer as plantas e dominar os sapos e pequenos vagalumes.

Sou eu a filha doce da lua, a apaixonada pelo sol e a intensa vontade de me tornar cheia, minguante e crescente e nova.

As minhas fases, as minhas dores e minhas contrações.

Eu sempre dei a luz porque a luz em mim resplandece em enluaradas.




sexta-feira, 29 de março de 2024

Desabafo - Vamos multiplicar boas ações???



 Já é sabido que eu tenho algumas leituras preferenciais, nada que um leigo não possa ler, um em especial de Mouni Sadhu, está me deixando um tanto fascinada, ainda não estou na metade da leitura, mas as suas palavras estão me deixando extasiada, por ser um livro de um iogue, requer uma leitura lenta e bem atenta.

Aprender sobre o que queremos é extremamente importante para atingirmos qualquer objetivo, não me atento mais a questões que ficam na superfície, apenas me recolho numa introspecção necessária, não que eu queira atingir a angelitude, não é isso, mas agora em meio a tantas indagações internas, eu apenas evito situações desnecessárias, como que roupa eu vou usar, a maquiagem que me deixa sem as minhas sardas, ou o que a vizinha está fazendo de almoço, enfim, a nossa vida em certos momentos requer silêncio.

Nas tempestades que vivemos, nas nossas rotinas que perduram semanas e talvez anos, acabamos nos acomodamos com a situação que a vida nos apresenta e não nos atrevemos a avançar, é é aí que mora a nossa evolução, queremos estacionar na mesmice das nossas questões mais materiais ou vamos nos atrever a nos olhar com mais profundidade, talvez, apenas talvez o nosso ser imaterial nos chama a reflexões, mas vale a pena lembrar que tudo que a mente constrói  e é acolhida pelo corpo, embora alguns não queiram atestar isso, pronto, as minhas perguntas internas me motivam a viver de uma outra maneira, que ela seja mais serena e com longos momentos de alegria.

Desde de bem jovem faço trabalhos voluntários, e essa ação altruísta me leva a pessoas incríveis e com ideais que se assemelham aos meus, então é natural que nos aconselhamos mutuamente e assim caminhamos numa mesma jornada, e acredito que com o tempo, outros juntarão a nós, então, pensando nisso proponho a todos nós uma mudança, uma nova imagem de solidariedade, vamos construir ainda mais laços, vamos nos concentrar em atos que realmente vibram no amor em sua real e quase sua total definição, ou seja, vamos compartilhar uns com os outros as boas ações e fazer com que os nossos atos sejam multiplicados, como venho aprendido, um bom exemplo sempre busca outros bons exemplos, então.... Mãos a obra???

quinta-feira, 28 de março de 2024

Meu último desejo!!!

 


Desejo bem mais que a felicidade e um último sorriso.

Quero poder apreciar as estrelas como se eu pudesse estar entre elas.

Quero correr nua numa dança da lua e rir de mim mesma quando ninguém estiver olhando;

Quero acertar uma pedra no rio e achar graça quando ninguém mais achar.

Poder pintar à óleo uma última tela.

Quero sobretudo ver meus filhos felizes por qualquer bobagem.

Ter o cabelo pintado de azul e as unhas negras.

E meus filhos dizerem : Mamãe aonde você está com a cabeça?

E eu sem ter muito que responder dizer: Está no mundo da lua!!!

Brincar de pneu num gramado infinito.

Nadar com os peixes fazendo cócegas nos meus pés

Plantar e ver crescer os Ipês.

Cantar desafinado e não sentir vergonha disso.

Quero escalar as pirâmides como se eu fosse um gigante entediado.

E não mais chorar de saudades dos meus pais.

Quero beijar e abraçar quem eu encontrar pela rua.

Contar histórias até adormecer e ler  livros da biblioteca de Alexandria.

Quero fazer o que ninguém fez .

Poder amar infinitivamente quem eu quiser sem que ele saiba.

Fazer uma grande viagem pela África.

Poder contar todas as histórias que eu criar em mente.

Meu  desejo...

É nunca deixar de sonhar para que essa lista de desejos seja eterna e arrebatadora assim como meu coração.

Um coração cheio de sonhos fantásticos.

Meu último desejo

 É estar no coração de alguém... 




Os quatro elementos em mim!!!

 


As minhas mãos tocam suavemente a água.

Meu coração tende a se acalmar .

Não sei se é ternura ou apenas um estado de dormência.

É meu coração cantando para mim uma canção infantil.

A mesma que a minha mãe cantava quando eu era bebê.

Uma nota de amor, uma melodia tão doce quanto um beijo carinhoso.

A água vibra dentro de mim, me nutre.

As águas que sustentam e alimentam a vida.

São essas que me envolvem me indicando o caminho.

Eu ando sobre as pedras que não me deixam afundar.

A terra ainda úmida me faz me lembrar das argilas que eu usava para esculpir estrelas;

As mesmas estrelas que eu via no céu quando a lua cheia iluminava a noite.

E eu extasiada com a beleza do Universo.

Criava contos e histórias com seres místicos.

Eu ainda não entendia o que era o amor.

Mas tinha ideia o quanto é infinito.

As vezes colhemos flores esperando que elas fiquem sempre belas.

Mas elas apenas fazem parte de um ciclo de morte e vida.

Somos como as estrelas, que brilham mas que se apagam quando entristecem.

Por isso há estrelas no céu, para nos ensinarem que há sempre um lugar iluminado para estar,

E que somos apenas parte de um TODO.

Eu apenas me desmonto quando não existe paixão em mim.

Eu me alimento de tudo que é belo, desde as pequenas gotas de orvalho a um sorriso inocente de uma criança.

Na verdade, amo tudo que eu toco com o olhar, mesmo aquele ser que me assusta quando desconheço sua natureza.

Talvez eu precise ainda de amar mais, eu não sei.

Mas eu quero apenas ter em mim uma espécie de sino.

Que possa tocar quando eu chegar e possa ter a mesma doçura das fadas que nascem do seu som.

Eu só quero amar bem mais e me deliciar com a pureza de ser eu .

Mesmo com textura ainda áspera por causa das feridas que ainda não cicatrizaram.

Mas ainda assim quero poder amar do meu jeito... e amar bem mais do que o agora.



quarta-feira, 27 de março de 2024

Diário de bordo - Carmem



A tempestade não demoraria ,o vento balançava as folhas e as flores exalavam um perfume peculiar, eu percorri os olhos até o horizonte e eu me enchi de perguntas.

As minhas perguntas não cessaram ,era como se eu não pudesse respondê-las sozinha, então meu amigo Eros me disse algo que me deixou bastante pensativa.

Quando ele era um elfo ainda pequeno,ele olhava para o horizonte esperando que anoitecesse para ver a lua nascendo, disse que a energia lunar o fazia querer voar, as vezes nós queremos algo que está longe de nosso alcance mas em nossa mente podemos fazer muitas coisas, ultrapassar os limites do que nos parece real,a nossa mente é extraordinariamente ilimitada.

A tempestade chegou estávamos meditando, a tempestade balançava as árvores, parecia um canto desafinado de sereia, as minhas mãos estavam frias, eu nunca tinha visto uma tempestade tão forte,

As árvores balançavam fazendo um barulho,era um assovio alto, caiam galhos e animais corriam procurando abrigo, o vento derrubou uma parte sensível da cabana e tivemos que sair da cabana para tirar pequenos galhos. Quando entramos na cabana ,ela estava encharcada e passamos um bom tempo tirando água,  foi exaustivo e quase não tínhamos mais força.

Eros olhou para mim e deu um sorriso. Suas mãos tocaram as minhas mãos suavemente ,me acalmou o coração e  leu uma oração com a voz quase rouca, eu sentia um torpor na alma, meu lábios ficaram dormentes e acabei adormecendo.

Ao acordar ainda chovia, Eros estava dormindo e eu o olhei de maneira silenciosa e fiquei admirando o sorriso em seu rosto ,estava envolto a uma luz azulada, meu coração estava com uma alegria incomum, sai de nossa cabana e a chuva havia parado,um verde vibrante e claro me fazia brilhar meus olhos, um pássaro posou em minha frente e em poucos segundos se transformou numa pessoa, seus olhos verdes me olhavam fixamente, era de uma beleza celestial, me beijou as mãos e me chamou para ver o sol surgindo no horizonte, apenas me atrevi a perguntar seu nome, ela tinha cabelos longos pretos ,ela disse com sua voz baixa e aguda.

_ Meu nome é Carmem, serei a guia de vocês até o templo.

Quando Eros acordou, Carmem e eu estávamos encima de uma pedra contemplando as flores e as belezas nas pequenas criaturas que andavam em direção da floresta.

Caminhamos durante alguns minutos , as palavras de Carmem eram um canto , um canto de um pássaro, Eros era um elfo belíssimo, e Carmem uma fada, ao meio dia adentramos a floresta.

A floresta estava úmida, um cheiro forte de terra molhada, alguns pássaros acompanhavam-nos ,Carmem sorria ao ver aquela comitiva de seres alados. 

Depois de alguns minutos de caminhada um cervo passou correndo fugindo de um caçador, o cervo correu em disparada para o outro lado do rio e desapareceu entre as árvores caídas, Eros não tardou e seguiu  o cervo, Carmem olhou para mim e deu uma risada , pegou uma varinha e sacudiu como se tivesse tirando pó, de repente diante de nós surgiu um portal , ele nos levaria até Eros.

Me faço perguntas sobre aonde quero chegar,e sobre o que tenho aprendido,as vezes nos fazemos perguntas que não são de imediato respondidas,porque requerem uma pesquisa interna, de quem somos e até onde chegamos.

Passamos por grandes tempestades internas, nos encontramos nos limites e percorremos  grandes distâncias até nos encontramos como somos.

As nossas tempestades mais severas estão dentro de todos nós quando agimos com orgulho e egoísmo, lidar com as nossas imperfeições ,a tentativa de sermos melhores, de sermos empáticos.A nossa capacidade de lidar com a nossa própria intimidade pode parecer assustador,mas há beleza no aprendizado.

A nossa mente sempre será a fonte das nossas inquietações e tranquilidade,porque ela está conectada com todos nós, desde as nossas relações familiares as outros tipos de relações, ela existe porque todos nós precisamos crescer enquanto seres humanos e cidadãos do mundo.



quinta-feira, 21 de março de 2024

As gotas de orvalho!!!

 


Eu vi de longe as pequenas gotas de orvalho.

Quando o toque sereno da luz sol as tocaram , eram como se fossem muitos sóis.

Eu mergulhei o meu olhar, como notas doces de uma canção.

Eu via ali o universo , e ele cabia em mim.

Nem mesmo o maior dos sábios poderia definir a alegria de estar ali.

O orvalho molhava as pétalas dos lírios, e eu  me embebedei.

Era como se eu coubesse em tantos lugares além do meu corpo frágil e pálido.

Nas minhas mais antigas memórias eu me encontrava chorando, contemplando as estrelas.

Eu queria tanto estar entre elas.

Assim eu vejo o meu mundo.

Como as gotas de orvalho, tão simples e tão perfeitas e tão completas de luz e cor.

A ciência poderia explicar sua beleza, mas o meu olhar.

O meu olhar sobre elas , é tão intenso que meu coração permanece em êxtase.

Dizem que a beleza se encontra na simplicidade.

E nas minhas palavras matutas, a beleza é o que eu não consigo definir em palavras.

Mas num olhar meigo que eu quase me cego de tanta luz.

Quanta luz cabe dentro de nós?

o tanto que se pode doar de amor.


quarta-feira, 20 de março de 2024

As cores dançam!!!



 Sabe aquele dia em que as manhãs parecem tão doces e as nuvens teimam em embranquecer o dia?

Nem a mais linda poesia poderia se comparar a beleza dessa alegria que eu tenho agora, de percorrer os olhos na colina buscando o horizonte.

As cores, os azuis do céu, nada, absolutamente nada é tão perfeito como a cena que vejo diante de meus olhos.

O suor das mãos que moldam as argilas.

O sorriso maroto do garoto que corre no gramado e que me cobre de beijos e um abraço caloroso de infância.

Eu vejo as cores de um jeito diferente, elas parecem bailar ao som de uma caixinha de música , com o sino na igreja, ou uma tigela tailandesa .

Não sei, elas simplesmente dançam.

Um mago, uma bruxa ou uma fada diriam que eu estou sendo mágica, e cá entre nós, é sim...

É mágico pensar que o Universo vibra pelo amor.

Qualquer pessoa normal diria que a física quântica está longe da lógica.

E o que é lógica senão a vida nos chamando para viver fora das conveniências.

Papo de gente fantástica não é?

Não sei se é o amor que me chama ou sou eu que chamo o amor para perto de mim.

A vida passa diante de nossos olhos nos buscando atenção.

A simplicidade sempre me chamou a atenção.

E é ela me leva a lugares tão belos que meus olhos parecem me enganar.

Talvez a verdade seja o que queremos ver, ela não se engana.

Dizem que a receita de felicidade falta um ingrediente.

Eu não sei... nesse mundo a felicidade entrou de férias.

As pessoas esqueceram -se da caridade para que ela existisse.

Será esse o ingrediente final?

Talvez!!!

Para escrever uma canção é preciso conhecer as sete notas musicais.

Mas para que ela seja bela, precisa de um coração livre.

E cheio de esperança e um toque final de amorosidade.

No fim, uma canção é sempre um colorido de infinitas cores que dançam e que nos trazem a alegria.

Essa alegria que fazem as cores dançarem, que faz as cores nos aquecerem.

Também dizem que o Universo tem um som... OM... esse é o som do Universo.

Que bom que eu sei cantar e que bom que eu sei que o mundo pode parecer desconexo mas pensando bem.

Não sabemos muita coisa.



Amor de filha!!!

 


Seus lindos olhos. a sua pele na minha.

As mais lindas expressões de amor.

Foram as suas mãos que eu procurei nos primeiros passos.

E foram as suas palavras que eu queria repetir.

Me deu a vida, a luz e a cor.

Meu joelho ralado por tantas vezes.

As chineladas depois do banho de chuva.

E as pamonhas no final de ano.

As boas lembranças nunca se afastam.

Elas se encontram e nos fazem sonhar todas as noites.

Seus olhos, doces e amorosos.

Me acolheram desde sempre.

Nosso amor percorre as distâncias.

A luz dos seus olhos iluminam o meu caminho.

E será assim para sempre.

As nossas mães, as mães de nossas mães.

O amanhecer há de ser melhor.

E quando eu fechar os olhos para dormir.

Vai estar comigo como um anjo guardião.

Assim como é para mim, serei assim para os que vieram depois de mim.

Anjos, belos anjos.

Somos anjos uns dos outros.

Assim foi, assim é , assim será!!!


terça-feira, 19 de março de 2024

Diário de bordo - Uma terra de ninguém!!!

 


Diante da muralha e ao atravessarmos a fronteira nos vemos  e nos sentimos bem mais próximos.

 É uma terra de ninguém, porque Ganesha é uma terra que não se tem governador, cidades, é apenas uma terra comum, onde os viajantes passam e retornam quando precisam retornar, a muralha é apenas um sinal de que estamos adentrando uma terra em que os obstáculos não devem ser ignorados.

As minhas impressões do lugar não foram as mais agradáveis, eu estava olhando para um campo vasto e logo a diante uma mata fechada e com uma escuridão que eu estava com medo de adentrar, mas em terras de Ganesha, os obstáculos são difíceis de traspor mas aprendi com meu amigo Elfo que encarar o que deve vir é a melhor escolha.

Depois de tantos pensares e sensações estranhas, acho que estar ali era sim uma situação nova e interessante.

As nossas meditações se tornaram ainda mais frequentes e eu tinha aprendido a caminhar com mais cuidado, o canto das salamandras me levaram para um outro lugar além daqueles que eu havia conhecido ou que pensava conhecer.

Acampamos perto da mata, Eros havia me ensinado a perceber que o vento canta , e essas canções nos indicam qual caminho a seguir então, resolvemos ouvir as lições do vento e ele nos indicava, haverá uma grande tempestade, mas estranhamente o céu estava límpido, quase não via nuvens.

Colhemos alguns frutos, afinal, não comemos animais, os nossos irmãos menores não era um alimento mas dignos companheiros de viagem.

As mangas estavam maduras e alguns cogumelos me chamando para colhê-los, algumas ervas, tudo muito tranquilo , e ouvimos o vento novamente, ele trazia um canto alegre, colhemos o que podíamos, economizamos energia para a tempestade que iria chegar.

O vento delicadamente me fazia cócegas, o leve toque na minha pele e a ânsia de saber mais me fez sentir a leveza desse canto, um ar quente ainda estava ali, mas nada era mais doce do que o conto do vento e suas risadas eram um agito nas árvores, era tão lindo sentir a pele ser tocada, era como um beijo de um anjo invisível, sempre presente, mas de repente o vento parou de cantar, e lá de longe, bem no horizonte, uma nuvem cinza apressou-se e então correndo pelo campo cheguei até Eros e nos preparamos para o que estava por vir, a tempestade.


A vida nos chama para perceber os detalhes pequenos , o vento é como nossa consciência nos chamando a análise, sempre estamos disposto a ouvir o que o nosso corpo diz?

As vezes as nossas preocupações nos afeta bem mais do que queremos, o nosso corpo responde a elas com bastante violência, é uma tempestade de nos chega, mas fomos avisados dela, porque somos responsáveis pelas tempestades, as nossas reações nos fazem agir conforme a nossa maturidade emocional, agimos como crianças e velhos anciões dependendo da situação e de como estamos intimamente, a bem verdade é que somos parte dessa tempestade, somos nós os grandes responsáveis pelos obstáculos que precisamos transpôr e somos nós mesmos que vamos encarar esses obstáculos.

Ganesha é um deus hindu que nos ensina a entender os nossos obstáculos para podermos transpô-los, é ele que nos ensina o valor das nossas ações e nos motiva a progredir. É um deus bondoso e intimamente ligado as nossas ações, as suas imagens nos trás a tranquilidade e a força necessária.

Quando estamos diante do obstáculo não há motivos para desespero embora isso é comum quando não olhamos para as questões detalhadamente, o que devemos fazer é nos preparar para sermos quem somos usando as nossas armas para as nossas batalhas, internas, o outro pode provocar uma situação adversa mas as nossas ações desencadeia outras ações e quando agimos precisamos aceitar que nem sempre acontece da forma que desejamos, porque as nossas ações entrelaçam com as ações dos outros e se constrói a vida, se constroem laços e as vezes é tão rápido que parece que a vida resolveu por nós.

Quando passamos por tempestades é preciso entender que todas as tempestades são benéficas mesmo que a princípio não nos parece.

Construindo laços : As relações humanas com o TODO!!!



 As minhas mãos cálidas refletem meus dias, e os olhos esperançosos retratam o que está a muito tempo dentro de mim, as vezes me pego pensando sobre a vida dos outros e me vejo através deles.

O mundo é mesmo estranho, a vida é mesmo estranha, ninguém sabe profundamente si mesmo e através dos olhos de alguém conseguimos nos ver.

Eu sempre espero o melhor mesmo que em momentos de total desespero , eu ainda penso no melhor, me disseram um dia que a bondade está em todos nós, adormecida e outras vezes quando deixamos ela transparecer , nós nunca retornamos ao estado normal.

Quando eu era pequena . nós costumávamos fazer pique-nique na cachoeira, passávamos o dia nadando no rio, e eu ouvia sempre meus pais nos recomendando cuidados, eu voltava vermelha do sol e fez por ter passado o dia subindo em árvores e ralada das brincadeiras.

Nós crescemos com tantas memórias e tantos sentimentos confusos para no final de nossas vidas aprendermos que o que temos são apenas sentimentos e emoções e que devemos carregá-los dentro de nós, porque é de fato o que possuimos de verdade, somos tudo aquilo que está dentro de nós e nada que temos de material é realmente nosso, apenas energia condensada.

Mas é preciso viver aqui, entre as coisas, entre as pessoas e aprender a lidar com a gravidade de querermos as coisas que podemos ver, tocar e deslumbrar.

Curiosamente lutamos contra isso e mesmo que precisemos delas para sobreviver, a nossa mente nos acorrenta a elas, as coisas, e também as pessoas, nos apegamos as pessoas que amamos e em casos mais sérios, as pessoas das quais não gostamos, que fato interessante, nos apegamos aos sentimentos raivosos, invejosos e orgulhosos, por que isso acontece?

Eu tenho a sensação que os sentimentos, emoções e as lembranças são como fios que nos mantém acesos, como numa grande tapeçaria, tudo está interligado e precisamos viver com todas essas condições.

Amar o sol e a lua como seres que nos parecem opostos na verdade não são, eles apenas estão apoiando-se um ao outro, como o restante do Universo, as leis Universais nos guiando para sermos realmente de fato unos.

Aprender e ensinar são atos tão complexos se olharmos por uma perceptiva mais metodológica, mas no final das contas, não é difícil de entender, apenas estamos vivendo misturados para sermos unos, dependemos uns dos outros, e há em nosso mundo uma relação de interesses e desinteresses, e precisamos lidar com isso de qualquer jeito.

A simplicidade sempre me deixou fascinada, as coisas que parecem simples na verdade são tão profundas, tem algo na simplicidade que me leva a pensar no TODO, na possibilidade de entender algo que aos olhos humanos parece complicada, mas não é .quando começamos a pensar em algo mais simples...como os átomos que nos compõe lembro-me do Universo, das dimensões que ele nos coloca a pensar. Se entendermos o átomo, entendermos o Universo porque tudo parte dele e porque tentar entender o que está tão cheio de fios se podemos aprender a origem desses fios, é tão somples, é tão real e enigmático quanto as teorias de matemáticas e das físicas que descobrimos.

A verdade é que se não conhecermos quem somos em sua simplicidade como vamos entender as nossas complexidades, a começar por nós mesmos, a nossa essência nunca nos abandona e então vamos acumulando sentimentos e emoções sem entende´las e isso vai se complicando até voltarmos as nossas próprias origens, o fato é que procuramos longe o que devemos encontrar dentro de nós.

As antigas civilizações, a conexão com os deuses dessas civilizações nos ensinam sobre nós mesmos e acabamos nos distanciamos disso porque estamos procurando sempre uma coisa fora de nós e quando descobrimos o que realmente importa passamos a entender de desperdiçamos nosso tempo fazendo besteiras com o nosso tempo, apesar de que não estamos prontos para aprendermos coisas mais complexas, ainda sim, o tempo que usamos para fazer o outro nos notar , o outro nos adorar deveríamos estarmos nos conhecendo melhor para fazer uma melhor conexão com o outro.

Cuidar do outro , é cuidar de nós mesmos, eu sei, mas cuidamos melhor do outro quando descobrimos dentro de nós o que compõe também o outro, quando amamos verdadeiramente, o outro, o eu e o nós  estamos conjugando o verbo ser, e tudo se torna mais fácil não é?

terça-feira, 12 de março de 2024

Liberdade de ser eu...



A liberdade 
A doce liberdade de ser eu.
Completamente nua, crua e sem tempero.
Apenas a liberdade.
Deitada esperando para ser tocada.
A liberdade.
As vezes a amargura nos trás a intensa vontade.
De ser livre.
De gritar quando der vontade.
De voar mesmo sem asas.
A liberdade de soltar os braços para qualquer abraço.
Essa mesma liberdade de olhar para qualquer lado.
De correr sem direção.
Essa liberdade de ser responsável pelo que vier.
Liberdade para visitar o inferno, com a ideia de céu.
Essa liberdade limitada no silêncio.
Quando o barulho dos outros nos atormenta.
A liberdade.
De rir de tudo.
De parecer louca.
E de errar de vez em quando.
Essa tal liberdade de escolher estar só.
De acompanhar o outro quando der vontade.
De ser feminina e masculina sem as intemperanças.
É de correr solta na chuva.
Chorar no chuveiro ou na chuva mesmo.
Essa liberdade de não ter que rimar sempre.
Nem me importar com as métricas.
Eu quero é falar demais ou falar de menos.
De enxergar as cores sem abrir os olhos.
Ahhh liberdade.
Como te desejo sem as limitações da inteligência.
Quero apenas te soletrar.
Quero apenas as asas, poder voar na altura que der.
E se eu cair...
Ahhh eu vou querer voar de novo.
Até alcançar o horizonte.
Sabendo eu que ele é infinito.
Que importa...
A liberdade é agora meu maior desejo.
O que vem depois, eu penso depois.

Conjugações do ser e a declaração do direito de ser eu!!!

 



Alguém certa vez me disse que eu escrevo com o coração, bem, não acredito que seria diferente, talvez seja sempre meu coração que fala mais alto e eu acabo escrevendo o que ele sempre me dita.

O mundo é um lugar bem amplo e me perco nas palavras quando quero dizer mais do que as palavras que eu conheço, então, eu escrevo , tanto que elas sempre são repetitivas, talvez , elas precisam fixarem dentro de mim até que uma outra ideia mais complexa me absorva.

Sinto-me com uma grande vontade de me silenciar e ouvir mais o que meu corpo e mente precisa sentir, e eu certamente faço isso com uma certa facilidade, desde bem pequena sei o valor do silêncio, e gosto dele dentro de mim, ele me ajuda a ouvir a minha respiração e me abre os olhos para coisas que eu não conseguia ver com clareza, é um exercício filosófico que eu faço.

A maternidade me trouxe a cinco vidas, estas que me garante a vida dentro de mim e o que me sustenta quando eu quero gritar e salivar as minhas aflições, são essas cinco vidas das quais eu dedico a minha própria vida, nenhum motivo me deixa mais forte do que viver para viver em outro ser, estranho não é?

Fico imaginando como a vida seria diferente senão tivesse as experiências que eu tive e cheguei a conclusão de que tudo que vivemos faz parte de mim e se eu pudesse mudar algo, eu mudaria alguns detalhes, como não me importar tanto com as críticas que me fizeram sentir-me inválida tantas vezes, mas essas invalidações me trouxeram a tona questões bem mais sérias como defender quem não tem a possibilidade de defender-se por si mesmo, eu aprendi a cuidar melhor de quem precisa ser cuidado, não apenas meus cinco filhos, mas os filhos dos outros, os que viveram tanto tempo e de quem por algum motivo se sentem indefesos, eu aprendi que cuidar do outro também me trás conforto.

Então me pergunto, quanto eu tenho de força para estar entre tantos sem que a tristeza me cerque quando alguém destes me ferir?

Eu e minhas perguntas se expandem e eu me encontro numa linha tênue , um querer incansável de alcançar saberes, eu quero saber olhar para dentro de mim sem tantas punições, sim, nos punimos quando não alcançamos as expectativas dos outros e nos ferimos quando tentamos ser super humanos sem entendermos as nossas sombras e as nossas mais altas virtudes.

Eu escrevo com o coração porque é o que eu tenho de mais preciso, é ele que me guia para o meu próprio saber e hoje depois de pensar tanto e me silenciar para alcançar esse meu amor-próprio eu me tenho por completo, eu me tenho  e me pertenço, esse é o meu tesouro.

Temos dentro de nós tesouros que desconhecemos, sentimentos e emoções que ainda não foram totalmente vividos por nós em sua plenitude e por isso as nossas vivências são tão importantes, por isso conviver com as diferenças nos aprimoram e nos enriquecem.

Não quero viver cem anos, mas eu quero viver intensamento meu tempo para que eu no tempo-espaço possa me encontrar com os que nunca ignoraram a força incrível que tenho dentro de mim, eu sou essa força e quero estar sempre pronta para começar e recomeçar até que eu tenha vivido o amor como ele precisa ser vivido.



sexta-feira, 8 de março de 2024

Dia internacional da mulher!!! Por que ainda não há grandes mudanças mesmo com o movimento feminista?

 


 

Hoje seria para ser mais um dia para se comemorar o dia internacional da mulher, mas não há muito para comemorar.

Todos os dias há muitas coisas a serem conquistadas, a começar pelas nossas próprias conquistas, sim, as nossas conquistas pessoais.

Aceitar as nossas próprias cicatrizes, a nossa liberdade quando nos vemos livres de nosso agressor, e talvez um pequeno aumento dos nossos salários, ou a visibilidade de nossos trabalhos no lar, no nosso lar.

Eu me pergunto muitas vezes por que não me encaixo no mundo, quando eu vejo o que eu já vivi, eu penso em como poderia ter sido diferente, pode ser uma coisa que todos fazemos ao longo da vida em qualquer idade, mas esses pensamentos de que poderia ter sido diferente me pega pelo calcanhar, e no fim da história, eu começo a entender o meu lugar em mim mesma.

Não seria isso a não aceitação ou simplesmente uma descoberta de que as coisas acontecem unicamente para aprendermos a viver?

Ainda não consigo responder a essas perguntas que persiste dentro de mim.

Nós mulheres aprendemos a dizer sim para tudo, a sermos a boazinhas, as que se sentam com as pernas cruzadas e fica calada mesmo quando estamos certas, que devemos estarmos vestidas para os outros e que o nosso corpo é o desejo do outro, que estupro, agressão será sempre responsabilidade da mina falta de vigilância, eu não sei quanto a você, mas eu acho isso um absurdo e não quero reproduzir isso.

Quantas de nós sentiu-se culpada pelo assédio do outro justamente pela permanência desses pensamentos de responsabilidade que nos reprimiram e nos oprimiram há tantos milênios?

Eu tenho um corpo só meu, assim como tenho uma mente só minha, somos donas de nós mesmas , mas por que não nos sentimos assim ainda?

Porque estamos ainda vivendo uma filosofia que não nos ajudaram a nos conhecer e nos libertar, foram centenas de mulheres que se sacrificaram para nos ajudar a nos amar como somos, a mudar o que está errado há tanto tempo.

Por maiores que foram os ensinamentos que nos engessaram de  nossas ancestrais, elas também se oprimiram para sobreviver, elas também sofreram e se revoltaram , algumas delas se colocaram a prova para defender o que sentia que era direito, e ainda fazemos o mesmo, nos mantemos seguras das nossas convicções e nós resistimos.

Na verdade a nossa resistência nos mantiveram fortes e por isso conseguimos algumas conquistas, mas não é o bastante, e acredito que será outros tantos anos para nos libertarmos de uma filosofia que nos oprimem.

Chegamos a conclusão que devemos viver muitas ondas do feminismo, é preciso de mais movimentos que nos ajudem a nos ajudar, novas guerras, novos movimentos que devem nos sustentar.

Chegamos num ponto em que a violência contra a mulher se tornou mais visível, portanto mais frequente, continuamos sendo presas pela prostituição, ainda somos escravas sexuais e ainda temos tiradas de nós os direitos universais, ainda precisamos fugir de quem nos perseguem, ainda somos vítimas de estupros virtuais, ainda somos vítimas de golpes, ainda estamos vulneráveis.

São tiradas de nós a esperança de sermos melhores, ainda somos vítimas do corpo perfeito, do trabalho invisível do lar, ainda somos as vítimas de todas as violências vividas e ainda nos calamos, porque aquela sensação de culpa que nos domesticaram ainda habita em nós por uma educação patriarcal que veio com a religião que vivemos, com a sociedade capitalista e principalmente porque a nossa força ainda é a nossa maior resistência, porque nós ainda temos poder, porque ainda somos as deusas e nos chamam ainda de loucas ou histéricas porque somos que somos.

Sim conquistamos muitas coisas, e muitas lutaram com gigantismo, mas a luta não é de uma única mulher para uma única mulher, são por todas nós, por isso a luta é contínua , porque somos bilhões.

O que estamos fazendo é um trabalho de formiga, trazendo e levanto amparo, trazendo e levanto alimento , mas não é um alimento simples, é um alimento filosófico, moral, é uma atitude de todas nós que construímos uma história melhor para todas nós, não vamos romantizar o sofrimento, eu sei que é um ato automático de todas nós, mas precisamos nos dar conta que qualquer que seja a nossa boa ação , ela seve ser multiplicada.

E é isso que fazemos todos os dias por todas nós, para as futuras gerações e para honrar quem veio antes de nós!!!

quinta-feira, 7 de março de 2024

O perigo nas redes sociais E COMO LIDAR COM ELA!!!

 


Não sou dessas que fico buscando pelo impossível, sou daquelas que cria coisas impossíveis.

Dizer isso parece estranho, mas a nossa mente é verdadeiramente mágica.

Quando estamos cientes de nossa condição enquanto espíritos viventes , estamos dialogando com a gente mesmo e isso faz com que vivemos de maneira mais plena.

Reconhecer as nossas diferenças, reconhecemos o nosso lugar no mundo tudo fica mais claro e podemos sim mudar algo que está em nossa volta para melhor.

Eu não sei vocês, mas as redes sociais me fez entender muito a forma com que eu me encontro no mundo e isso me fez repensar sobre o quanto as redes sociais podem ser tóxicas e viciantes.

A nossa mente como sabemos é poderosa e cuidarmos dela é uma forma de nos distanciarmos dos perigos , sim, as nossas emoções e nossos sentimentos direcionam as nossas ações que quando estamos distraídos passam despercebidos.

As redes sociais nos abraça , é como se estivéssemos sendo carregados por um animal cheio de tentáculos e devemos ter cuidados, não digo que as redes sociais é prejudicial , mas tem suas armadilhas.

As redes sociais tem imagens que sobrecarregam a nossa mente , existe  um excesso de imagens e sensações que nos mantém sempre aptos para mais informações e nos mantém sempre ativos, nossos pensamentos aceleram e quanto mais nos enchemos de informações áudio visuais mais estamos esperando por mais informações, isto é, estamos enchendo nosso corpo com uma química, seja dopamina ou serotonina, todo excesso trás as suas consequências, e como lidar com os excessos?

Todas as sensações que estamos vivenciando enquanto estamos nas redes sociais estão sendo armazenadas dentro de nós, e de uma forma ou de outra, estamos nos sobrecarregando, coisas boas e coisas ruins existem em todas as dimensões e isso não é diferente nas redes sociais é só a maneira de lidarmos com isso é que nos fazem bem ou nos fazem mal.

Já vivenciamos  golpes na internet, já reconhecemos que existem perigos reais, desde ataques de fúria, assédios, e pornografia entre outros crimes cibernéticos, seja com o que já vivenciamos nas redes sociais estamos sempre cercados de experiências, então, precisamos apenas reconhecer o caminho da qual estamos.

Parar um pouco com as nossas redes sociais faz parte de um cuidado íntimo, de uma desintoxicação, praticar meditação, exercícios físicos, desde uma corrida , caminhada , qualquer que seja uma outra atividade que desligue um pouco desse ambiente tóxico.

Vivemos tempos em que a tecnologia domina o nosso dia-a-dia, ficamos reféns das opiniões de seguidores, de como nossa imagem é vista pelas pessoas que estão nas redes sociais, estamos vivendo uma era tecnológica mais intensa do que poderíamos esperar que fosse e até onde vamos chegar.

Nos apaixonamos por pessoas virtuais, e podemos odiar pessoas virtuais, as nossas emoções, os nossos sentimentos estão intimamente ligados ao abstrato, não abraçamos o outro e não sentimos o outro da forma que queremos e isso trás um carga energética negativa só pelo fato de pensarmos nessa negação, esse poder mental cai em desequilíbrio nos causando desde o estresse a depressão, esse vazio que trás o impossível pode causar danos que geram cicatrizes difíceis de lidar.

Mas tem aquele lado bom, das nossas religações afetivas, reencontros e encontros com os que amamos e estão distantes e que as redes sociais nos aproximam, mas com o tempo, essas ligações se desmaterializam e nos sentimos vazios porque a distância ainda é um espaço enorme entre nós.

Vamos vivenciar nossas experiências com mais cuidado?

Vamos nos aproximar do que nos fazem bem?

Vamos sentir os nossos abraços possíveis com mais intensidade?

Vamos esperar sempre o melhor?

A vida nos abraça com inúmeras possibilidades e vamos tentar nos encontrar em meio as redes sociais, sem querer estar competindo com quem tem mais seguidores, que consegue mais likes ou mesmo que ganha mais dinheiro nas redes sociais, vamos nos encontrar enquanto seres humanos, porque é isso que somos.

Somos os abraços de compartilhamos, somos os beijos que nos conectam com quem amamos.

Somos o que nos mantém juntos com os outros, somos as todas as versões possíveis e impossíveis, usar as redes sociais com sabedoria é um ato de amor, é estarmos diante de nós mesmos sem máscaras, sem nenhum tipo de maquiagem que nos faz ser diferentes de quem somos, as nossa imagem real tão tem filtros.

Como lidar as as armadilhas nas redes sociais? 

Cuidados simples como o cuidados com as senhas, pesquisar os perfis para identificar as contradições desde fotos a frases ambíguas, enfim, usar a intuição, redes sociais têm seus lugares obscuros e é preciso estar com a mente aberta para detectar os perigos que podemos encontrar.

Eu converso com muitas pessoas nas redes sociais e fora dela, sou perceptiva as várias variações, mas tenho um tática infalível para reconhecer quem me faz bem ou me faz mal: Eu penso nela com carinho, não a trato mal mas eu começo a analisar o que ela diz e as ações que ela pratica, então, eu consigo estar com as pessoas ao meu lado sendo ela boa ou ruim, eu me percebo como alguém falível, então, eu começo a entender que todos são falíveis assim como eu, logo, fica a minha decisão de permanecer com ou sem a pessoa com quem estou conversando...

Você percebe os seus vícios nas redes sociais quando fica esperando as respostas imediatas, quando espera ansiosamente por likes e esperando o maior números de visualizações e suas descargas emotivas vindo as reações de seus usuários, depender da opinião dos outros, depender da sua imagem que as pessoas tem de você é estar refém não só das redes sociais mas é estar preso a uma imagem distorcida de si mesmo, porque a imagem dos outros sobre você não é certamente uma imagem pura ,os seus sentimentos, as suas emoções e as suas atitudes é que são realmente suas e não a percepção do outro.

É preciso conhecer para se libertar, isso é essencial na vida de qualquer ser humano, o autoconhecimento te ajuda a se ver diante do todo mundo e do TODO.

Quando as civilizações antigas, desde os sumérios, egípcios, hindus , os budistas e até os gregos diziam e ensinavam sobre " mente sã corpo são" , nunca foram ensinamentos vãos, o uso de deuses para educar as pessoas há mais de 5.000 anos como arquétipos eram uma ação educativa e que com o passar os séculos foram esquecidas e se transformaram numa maneira de dominação em massa porque infelizmente a ignorância é uma forma eficaz de dominação dos fortes sobre os mais fracos, quero dizer, as pessoas mais sábias acabam sobressaindo as que desconhecem, as que ignoram, ou seja, o conhecimento liberta não é?

Por essa razão que a razão e conhecimento em mentes malvadas produz consequências ruins ao mundo.

Então, vamos procurar nas redes sociais algo realmente saudável, como a canção de um grande amigo  chamado Xá compôs  " Remédio bão" ensina... cantar ainda é um bom remédio, viver o nossa lado bom, alegre e esperançoso de ser é sempre um remédio bão!!!

Sempre que tiver dúvida sobre o que está vivenciamos nas redes sociais , pense nas emoções, nos sentimentos , faz uma análise do que vivencia sem exageros, sem vitimização e fazer um olhar sincero sobre as suas ações, as suas perceptivas sobre as redes sociais. porque depender dela exclusivamente para seu sucesso pessoal e até mesmo profissional pode ser uma armadilha...

Fique sabendo mais!!!!!

Seres alados!!

Seres alados!!
Somos alados quando temos boas atitudes.As minhas asas quebram quando minto, perco penas quando fico triste mas nunca perco a fé porque sei que vou voar para a eternidade.
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