Acreditar em si mesmo, sem esperar reconhecimento, sem esperar apego.
Num casamento há pessoas que se divergem, mas o que nos unem?
Alguns amor , outros por interesse, mas o que realmente é importante?
Buscamos sempre a perfeição do outro, queremos que o outro atenda as nossas reinvindicações, porque priorizamos o que sentimos, e nem sempre pensamos no que de fato aprendemos ao conviver com outra pessoa completamente diferente.
Quando nos relacionamos com alguém, estamos ligados por laços kármicos, porque de alguma forma há uma força que nos unem , sempre há algo em comum, alguma coisa que é capaz de nos mantermos unidos, seja por amor, seja pela dor, todo relacionamento tem um fim útil.
Às vezes o que nos unem é um karma de reparação, uma missão em conjunto, seja na criação de filhos, seja um projeto profissional, no fim das contas, aprendemos a conviver uns com os outros porque assim, podemos resolver pendências que não as reconhecemos no começo.
Alguns amores são apenas parte de uma outra história inacabada, às vezes apenas para que os filhos nasçam, depois, a separação é inevitável, o que vale em tudo isso, que nos aprimoramos quando convivemos uns com os outros, aprendemos a lidar com as nossas diferenças.
Existem histórias em que duas almas afins não se encontram fisicamente, mas estão ligadas por afetos, estão ligadas por amor, e não vão se encontrar por outras forças kármicas, são histórias que desconhecemos, em outras vezes, se encontram apenas na velhice quando ambos aprenderam com outros pares, a vida parece um grande mistério, mas no fim das contas, não é tão difícil de entender.
Amores, vem e vão, alguns nos aparece apenas porque em algum momento a espiritualidade nos orientou a entender o outro de uma forma diferente, todos estamos conectados por histórias diferentes.
Mas o que realmente importa?
É o que sentimos, é o que aprendemos uns com os outros, alguns não se modificam, continuam com as mesmas crenças enquanto o outro progride, e se reencontram depois para se verem como realmente são intimamente, cada qual em seu grau evolutivo.
Nada é ao acaso, estamos intimamente ligados ao que sentimos, e esse sentimento é a força de união, e mesmo os inimigos mortais, enquanto um não entender o que é o perdão, o outro continua sendo o algoz, a vida não é misteriosa, mas é preciso de tempo para entender.
Quando eu era bem pequena, meus pais deram a minha cachorrinha para a minha avó, era um pequinês, e se chamava "Bagunça", a princípio eu não entendi, mas depois de alguns anos, quando a minha cachorrinha morreu entendi o verdadeiro propósito disso, no mundo as nossas bolhas se encontram, se colidem e em outros casos se fundem para entendermos o que realmente é importante na vida.
Sempre sonhei em conhecer a África, um sentimento muito forte me liga a esse continente, e me vejo muitas vezes visitando lugares que ainda não pude visitar, é porque os nossos sentimentos, emoções e pensamentos estão conectados com o nosso coração, é onde habita o nosso melhor, então, não importa quando será, eu sei que independente por qual motivo dessa sensação de pertencimento às terras africanas existe, eu tenho a certeza de que no fim, será um final feliz.
O que sentimos nos liga ao que desejamos e o que de fato nos pertence, o nosso coração é um lugar habitável por inúmeros seres da qual estimamos, e no fim, sempre há uma ligação que fortalece o nosso espírito.
Não importa quanto tempo passe, o que existe dentro de nós, cresce e amadurece assim é o envelhecimento, assim é o caminho para a luz , esse caminho interno pelo qual percorremos para nos tornarmos melhores.
Os nossos sonhos, são depósitos de esperança e fé, e desistir é um caminho retrógrado, então, não vamos deixar que o desânimo nos prendem ao chão, caminhemos por todos os caminhos possíveis.
Os outros não precisam nos atender, e nem serem como desejamos que eles sejam, na verdade , precisamos fazer o nosso melhor, a história evolutiva do outro é individual, eu não posso viver a vida do outro por achar que o outro não está vivendo direito, criticar a vida do outro só indica o quanto estamos imaturos e egoístas.
A forma com que o outro vive, embora interfira indiretamente em nossas vidas , não pode se dirigida por nós, é um caminho individual, mas a convivência é um aprendizado importante.
Não vamos exigir do outro conhecimento que só pertence a nós mesmos, deixe que o outro aprenda do jeito dele, na educação infantil, somos tutores, ensinamos o que conhecemos a partir de nós, podemos ensinar às nossas crianças o amor, a terem paciência, a serem empática, solidárias, gentis, a não serem preconceituosas, afinal, só ensinamos o que conhecemos, o que já existe dentro de nós e replicamos, quer dizer, existe uma índole nata, mas a educação nos distancia do que não é bom, se os tutores são pessoas boas, as crianças também serão...
Cuidemos de nossas crianças, ensinando-as a entenderem que a convivência pode ser difícil, mas parte de nós mesmos querer mudar, querer crescer, porque o que muda realmente nós mesmos é uma reforma íntima, passando pelo autoconhecimento e a ação genuína de amar sempre.
Aprender que a convivência é uma arte é um ato também de amor, de paciência e de solidariedade, sobretudo caridade moral, saber que o outro precisa de nós, e essa convivência nos ajuda a vida em harmonia, não precisamos sermos submissos aos outros para evidenciar que somos amáveis, é o respeito e compaixão que nos levam à lugares mais estrelados.
A caridade moral é um ato de amor em que somos solidários sem querermos reconhecimento e gratidão, ser caridoso não se baseia somente em dar as "esmolas" ou doações para os outros, mas o reconhecimento do outro como ser humano, a amizade é a maior lição de caridade moral, porque é na simplicidade dos atos que encontramos o amor verdadeiro, o outro não tem necessidade de mostrar lealdade, ele nos mostra que nos ama no momento em que oram por nós, em que se preocupam por nós, e não precisam dizer nada, fazer nada de extraordinário... o bom pensamento que direcionam a nós, já nos trás alívio, isso é caridade moral... o reconhecer o outro como ser humano que é... o amor tem suas diversas formas, e exigir provas de amor, só indica imaturidade moral e interesse...