Queridinha

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Vietnã - Um lugar lindo a ser conhecido !!!

 


 

Como grande parte de meus leitores são vietnamitas , resolvi me aprofundar nesse país lindo, e me deparei com uma cultura espetacular.

Localizados no Sudeste asiático, Vietnã é um país lindíssimo!!!


Sua história é tão grandiosa e rica, as cores que colorem o Vietnã são como doces que nos trazem uma sabedoria milenar, vai desde a filosofia, os monumentos, suas tradições, culinária, são tão impressionantes, é um lugar maravilhoso que um dia terei o prazer de conhecer um dia.



A grandeza de uma nação está na persistência de serem graciosos, que trabalham para a conquista de permanecerem com sua alegria, de conseguirem mudar o que julgam ainda não estar de acordo com o que é bom.

A natureza é de impressionar, com mais de 100 milhões de habitantes em sua maioria vivem de agricultura, o que torna um país que vive de sua produção e se sustentam dessa agricultura familiar, além das suas outras formas de sustento é claro.



O que me trás muita alegria é o amor pela ancestralidade, o respeito aos que vieram antes, é evidente que a espiritualidade é trabalhada com respeito e sabedora.

A arquitetura preservada , mesmo com Ho chi Minh seja moderna e igualmente linda.

Na gastronomia, é de encher a boca, são pratos ricos em legumes, peixe, o tempero brilhante, é considerado como uma das comidas mais saudáveis do mundo...



Dados que considero importantes:

"Oitenta anos após a independência colonial, celebrados nesta terça-feira (2), o Vietnã conseguiu superar décadas de agressão imperialista e se tornar uma das economias que mais crescem no mundo. E os frutos dessa prosperidade podem beneficiar o Brasil, que investe na aproximação comercial entre os dois países.

A balança comercial apresentou saldo positivo para o Brasil em 2024, com um fluxo total de cerca de US$ 7,7 bilhões (quase R$ 42 bilhões), e o governo Lula planeja duplicar esse valor até 2030, atingindo US$ 15 bilhões (R$ 82 bi). As principais exportações brasileiras para o Vietnã são produtos agrícolas, como algodão, milho e soja, e o Brasil busca expandir o comércio para incluir mais produtos e fortalecer os laços econômicos com o país comunista.

A força da economia vietnamita, no entanto, é consequência de políticas adotadas a partir de 1986, onze anos após o fim da sangrenta guerra contra os Estados Unidos, quando o partido central seguiu o modelo chinês e mesclou abertura de mercado com orientação socialista. Além de investimento pesado em educação e infraestrutura, essas políticas aumentaram o papel do setor privado, comércio exterior e investimento estrangeiro direto.

O resultado foi que o Vietnã saltou da pobreza para ser uma das economias com crescimento mais rápido do planeta, média de 8% ao ano. O Produto Interno Bruto (PIB) disparou de US$ 8 bilhões, em 1986, para US$ 476,3 bilhões, em 2024, aumento de 59,5 vezes. O PIB per capita cresceu de apenas US$ 80 (R$ 436), em 1975, para US$ 4,7 mil (R$ 26 mil), em 2024. Segundo analistas, é resultado do processo revolucionário idealizado há décadas por Ho Chi Minh.

“A grande referência do Vietnã é o seu processo revolucionário, uma escolha feita lá atrás, e a sua luta até 1976 foi para garantir as condições para esse desenvolvimento”, disse o economista Elias Jabbour ao Brasil de Fato





Considerando tudo que pude ler a respeito, fiquei curiosa em conhecer de perto.

\um lugar lindo a ser conhecido, espero um dia ter essa possibilidade, enquanto isso, vou conhecendo mais a sua cultura e me deliciar com esse aprendizado.

Nós precisamos sentir que todos nós desfrutamos desse mundo maravilhoso, há tantos lugares a serem desvendados, não como imperialistas, coisa  que a humanidade tenta ensinar com essas guerras insanas, mas com a sabedoria em trocar conhecimentos.

Sabemos que tudo que podemos ser está em sermos buscadores de nós mesmos, o fato de um país cultivar valores que o ajudam em preservar a ancestralidade já é um jeito brilhante de viver!!!

A vida além da morte!!!

 



As mudanças são necessárias para criarmos novas possibilidades.

Quando deixamos que o nosso coração fale, deixamos que a nossa intuição fale.

O mundo é como um caminho, e a vida é esse caminhar.

O que queremos levar para o "além"?

Somos tudo que carregamos em nossos pensamentos, se nos apegamos à coisas materiais , elas nos arrastam, no aprisiona na matéria densa, porque  são coisas materiais, é a lógica, portanto, nosso espírito carrega para si, o que considera importante.

Quando sentimos raiva, levamos conosco a mesma raiva, quando sentimos amor, sempre estaremos vivendo esse amor, porque somos tudo que estamos dentro do coração.

Levar para o "além", é o que popularmente dizemos sobre o além da vida, ou o que vem depois da morte.

Não adianta, podemos ser princesas, reis e rainhas, por aqui, mas lá do outro lado, não existe privilégios, há vibração.

Enquanto no mundo material vivemos juntos e misturados, no plano espiritual, estamos divididos por vibração, então, aonde seu coração, vibra, ali estará, não há negociação, há leis kármicas, que nada mais é do que a lei de ação e reação.

Uma pessoa que foi uma celebridade aqui, com suas vidas luxuosas, dependendo de sua vibração, teores se seus pensamentos e ações, lá do outro lado, não será considerado uma celebridade, será quem realmente é em seu íntimo, por mais que consideramos uma celebridade aqui, lá não passa de um espírito a mais no plano espiritual, e o trabalho espiritual continua, não se engane com descanso eterno, esse "descanso eterno" não existe no plano espiritual, não existem raças inferiores, não existem territórios, nacionalidades, apenas o que nos limitam é puramente vibracional, logo, se quer uma "vida eterna" boa e em paz, trabalhe seu espírito, porque a história depois da morte física é diferente.

Algumas obras sobre a vida além da morte podem ajudar a lidarmos com a morte e para o além dela, seja livros psicografados, que são milhares desde romances, obras de estudos de Allan Kardec, entre outros autores que possam no ajudar a entender o que se passa com a verdadeira vida além da matéria, como as próprias obras de Chico Xavier ditadas por André Luiz e o mesmo Emmanuel , enfim, não nos faltam literatura sobre temas de espiritualidade, até mesmo as obras budistas, hindus, e obras milenares como a Tabua de esmeraldas, e outros conhecimentos sobre hermetismo, ocultismo, entre outros como neurociência, tudo é material de enriquecimento e principalmente sobre a importância do autoconhecimento.

Como trabalho com  mediunidade, me presto a estudar todas as filosofias para meu próprio aperfeiçoamento, não é vergonhoso ser quem é, assumir a nossa identidade, o que é ruim é não se reconhecer como aprendiz do mundo e buscador de si mesmo, só poderemos mudar o nosso mundo quando mudamos a nós mesmos e ensinamos as nossas crianças a se amarem sempre.

O que alguns chamam de "loucos" por aqui, acredite, no plano espiritual, nem sempre é tão louco como imaginam, não digo "loucura" em nossa patologia, mas àqueles que aqui são considerados diferentes, ou mesmos fora da caixinha, para ser mais exata, numa outra órbita de conhecimento, são os que se preocupam com o autoconhecimento, com sua evolução moral, espiritual, uma pessoa que se desvia um pouco da filosofia cruel do capitalismo, não se prende aos bens materiais e sim com o que sente, com suas atitudes nobres, essas pessoas são na verdade, trabalhadores da luz, esses que se preocupam com a evolução do planeta, querem ver mudanças no mundo porque acreditam que o bem é cuidar uns dos outros, essas pessoas de fato são pessoas especiais.

Quando mudamos intimamente, quando fazemos uma reforma íntima, estamos nos preparando para vivenciarmos o verdadeiro amor, a plenitude de sermos humanos, é preciso olhar sempre para dentro de nós, nos corrigirmos quando julgamos necessário, quando pensamos assim, erramos menos, os nossos erros não nos escandalizam mais.

Ao olharmos para a natureza deixamos esse amor divino tocar em nós, aprendemos com os pequenos seres o valor da perseguição ao bem, a organização interna, a paz que desejamos está sempre em concordância com a nossa paz interior.

Há seres da natureza, sim, esses seres místicos, que nos abraçam com brandura, esses mesmos que nos conectamos quando percebemos a pureza e a beleza desses pequenos trabalhadores da natureza.

Os nossos centros energéticos correspondem às nossas emoções, e se queremos alcançarmos a consciência , a expansão dessa consciência, devemos buscar o nosso EU SUPERIOR.

Falar sobre espiritualidade pode parecer confuso para alguns que não procuram viver suas vidas com mais leveza, mas para alguns que estão buscando maior conexão, estão sempre dispostos a aprender, é primordial para alcance da plenitude do espírito, adquirimos mais paciência, mais humildade, reconhecemos o perdão como parte de nosso processo de aprimoramento, todas as virtudes que nos fazem sermos mais íntimos do TODO.

Mudanças são necessárias, são importantes e benéficas quando estamos dispostos a vivenciar o que estamos destinados a viver.

Fazer meditação, yoga, uma pequena conversa através de oração, de uma boa ação, tudo isso nos conectam com a Consciência Superior, existe um alívio mental, uma saúde que nos diferenciam dos demais, e quando a doença vem, ela é apenas uma ferramenta para a autoiluminação.

Aprendemos com a vida e nossa maior alegria não está em termos algo material, mas algo que existe de melhor dentro de nós.

O dinheiro não é algo ruim, pode nos proporcionar grandes alegrias, ajudar as pessoas em seus diversos níveis, mas acredito que nunca deva estar acima da paz interior e nem deva ser a razão da morte de alguém e nem o desvio de conduta de alguém, afinal, depois daqui, ele não tem nenhuma importância, então, façamos do dinheiro, um instrumento de melhoria material para nossa vivência por aqui.



Exercício do espelho!!



Quando vamos entender que somos mais do que parecemos parecer?

Quando nos olhamos no espelhos nos vemos e essa imagem pode mudar o seu jeito de se ver.

Se olhar para um espelho e se elogiar, verá o quanto a sua autoimagem muda, porque na nossa mente o que pensamos sobre nós mesmos é mais importante sobre quem os ouros pensam sobre nós mesmos, por isso que quando não concordamos com o que os outros dizem sobre nós, não levamos em consideração e deixamos para lá.

Um exercício básico que Elza Soares me ensinou, a nossa imagem no espelho é mais do que uma imagem, é um dispositivo mental capaz de mudar a nossa mente, porque o que pensamos sobre nós mesmos é sim um mecanismo de defesa, e quando procuramos melhorarmos , aí sim, a mudança é inevitável.

As nossas atitudes mentais são como alimentos, por isso a meditação , a yoga , ou simplesmente uma corrida faz com que rejuvenescemos , porque a nossa maneira de nos vermos e de nos cuidarmos faz diferença no nosso dia a dia.

O nosso autocuidado não é um simples  exercício de vaidade, não é um sinal de egoísmo, mas de cuidado com a nossa saúde mental, mas acredite, nem sempre se ver acima dos outros, é um sinal de autocuidado, às vezes, é arrogância mesmo, o equilíbrio é um sinal de saúde de humildade, pessoas humildes aparentemente parecem mais jovens e mais felizes, porque o rejuvenescimento não é algo físico, é algo de alma.

As células nos ouvem, elas fazem parte de nossa composição, do nosso universo interno, ao nosso comando , elas se rejuvenescem, se tornam mais ágeis.

Faça o teste, olhe para si mesmo e se prepare para as mudanças, quando você é sincero consigo mesmo, quando se conecta com a sua essência, a aparência não vai ser um fator importante para você, olhe para suas próprias sombras, se entende como um ser em evolução, não acertamos sempre mas estamos dispostas a evoluir moralmente, isso não significa ser conservador, é aceitar a diferença do outro e respeitar essas diferenças, esse conservadorismo não é coisa política, é sobre permanecer nas crenças limitantes e permanecer com seus preconceitos e permanecer neles.

A moral não é como ética, são dois conceitos diferentes.

Quando evoluímos espiritualmente , evoluímos como seres humanos, aprendemos a ter um respeito maior com os nossos irmãos ainda em desenvolvimento, entendemos que cada um tem sua vibração, as suas próprias divergências íntimas, cada qual na sua vivência.

Aprendemos uns com os outros, devemos ter a humildade de compreender a mecânica do mundo, criticar o outro pelo que são, não é exercer a liberdade de expressão, é falar sobre si mesmo através da crítica, conhecemos os outros, através de suas críticas, de seus pensamentos, atitudes e suas reações diante das diversidades.

A autocrítica nos moldam para alcançarmos uma mudança, nós temos um universo interior, portanto, podemos nos vermos e mudar o que consideramos necessário.

Quando nos olhamos no espelho precisamos nos entendermos, nos conectar com quem somos, para de fato percebermos as nossas mudanças físicas, porque as nossas células respondem aos nossos pensamentos.

O nosso corpo físico corresponde ao que somos , o corpo fala, o corpo responde, um exemplo simples : A nossa pele responde as nossas ansiedades, a depressão, falta de vontade , quando nós estamos presos a sentimentos que não nos fazem evoluir, atrapalha os órgãos excretores, tudo está conectado.

Olharmos no espelho é um exercício de autoafirmação, se veja, se ame e se cuide...

Diga diante do espelho o quanto se ama.

O quanto está crescendo.

Veja diante de si, a imagem real.

Veja o quanto está melhorando.

Se veja como quer ser visto.

E tudo vai mudar...

Agradeça as suas marcas de expressão, as suas cicatrizes e o quanto cresceu com elas.

O quanto é especial.

O espelho é mágico.

Ele sempre diz o que somos com suas verdades.

Espelho não mente.

Espelho é o nosso ser em potencial.

Somos o que vemos, o que percebemos.

Quando dizemos a nós mesmos coisas positivas, nós alcançamos a alegria.

A boa vontade e autoestima.

Nos vermos com as sombras que temos, estamos sim, notando que precisamos mudar .

Mudança é colocar a vida em movimento.

Vamos nos olhar no espelho e esperar sempre o melhor!!



quinta-feira, 23 de julho de 2026

Conto :A menina ruiva e a casa amarela!!!

 


 

 



Ela era só uma menina que nasceu num dia ensolarado, o dia estava tão quente que a mãe da menina precisou abrir as portas e janelas à noite para sentir a brisa que atravessava a janela persiana e a porta de madeira, feita com ipê amarelo, que seu pai construiu para dar um charme.

A casa amarela da rua dos  Berilos número um, a rua era de pedras negras, numa rua sem saída, e nela havia apenas três casas, a da menina, a casa da sua tia Maria e a casa de outro menino que era apenas três meses mais velho que ela e se chamava Joaquim.
A casa da menina que nasceu em março era amarela com as portas e janelas de madeira, na medida que a menina foi crescendo ela foi criando vida na casa que antes haviam apenas o casal e um cachorro que aparecia de vez em quando para comer a ração que o casal colocava na porta, com um "tiquinho" de água.
A menina cresceu um pouquinho , a ruivinha andava cambaleando, seus pais tentavam segurá-la, mas ela  era uma menina que nasceu para correr nos jardins do seu paraíso, que era a sua casa amarela, os quartos  eram enormes, tinham quadros de Tarsila, Portinari, e é claro, os desenhos impressionistas da menina, na sala de estar e ainda  tinha  o sofá  com uma colcha azul cobrindo até os pés, também de madeira, que seu pai construiu, na verdade a casa não era tão grande assim, mas para a menina, era uma casa enorme.

Havia uma cortina na sala, na altura da janela , bordada pela avó que morreu um pouco antes da menina nascer, a senhorinha que  morreu aos cento e quatro anos ,também tinha o mesmo nome da menina ,Juliana.

A cortina era branca e  tinha pequenas linhas que a menina arteira desfiou, mas mesmo com o furo, a cortina balançava fazendo a menina rir, sempre encima do sofá, encostado na parede , rente à  janela , os olhos da garotinha brilhavam ao ver os pequenos passarinhos posando num ipê amarelo que coloria o chão de pedras negras da rua, as flores faziam um tapete amarelo, e Juliana impedia todos de pisarem no tapete de flores, a sua teimosia fazia  com que os vizinhos se acostumaram em não pisarem na calçada da casa amarela.
Custou alguns anos para a menina aprender que aquele paraíso dividiria sua atenção com a escola, que ela gostava, mas  não mais do que sua casa amarela.
O tempo passou tão rápido que aos sete anos de idade , os seus cabelos alaranjados chamavam bastante atenção de seus vizinhos, que ela apenas olhava com "rabo de olho", ela não era tímida, e nem tão expansiva, ela apenas sorria para quem ela desejava, e não era muita gente.

Depois dos sete anos , a menina ruiva chamada Juliana cismou de usar uma bota de lona, ela não tirava a bota do pé, que combinava com as cores da sua casa, era um amarelo tão vivo , que ela começou a ser apelidada de “ menina ruiva da bota amarela”.
Na escola, era a menina ruiva da bota amarela , gostava de falar sobre as estrelas, se deixasse ela falava durante horas do mesmo assunto, e não era qualquer assunto, era sempre sobre estrelas, os planetas e as nebulosas, ela amava tanto as nebulosas que nas aulas de arte, eram as estrelas com suas nuvens multicores que chamavam a atenção.
Um dia na escola, seus desenhos ganharam um concurso, o prêmio seria um dia inteiro no parque, mas acredite, ela não quis ir, preferiu ir para sua casa amarela e brincar com fadas, gnomos e duendes no seu jardim mágico com suas flores falantes e um cachorro que aparecia de vez em quando.
Ela poderia parecer uma menina bem esquisita, mas na verdade era só mais uma menina no mundo que queria aprender mais sobre o Universo e que se encantava com a natureza e seus mundos .
Seus vizinhos também cresceram com ela, quando a sua tia Maria morreu, ela viveu seu luto, chorou tanto que seus olhos ficaram miúdos, ela deixava flores na  janela da casa da tia Maria, se sentia arrependida de impedir a tia Maria pisar no tapete amarelo em frente  sua casa, Joaquim aprendeu com ela que não podia só ficar assistindo TV e jogar futebol, então, ela o ensinou a brincar de giz de cera, piquenique e subir em árvores em seu quintal enorme.
Os dois passavam mais tempo juntos, e agora, era uma menina ruiva da bota amarela e um menino que jurava que ia se tornar astronauta, eles se tornaram amigos e ele passou a fazer pequenos filmes  de suas aventuras no quintal da casa amarela, eram tão amigos que cismaram que eram almas gêmeas, a amizade foi crescendo, crescendo.

Quando se tornaram adolescentes, as brincadeiras mudaram, e a casa mudou junto, seu pai queria mudar a casa de cor, Juliana o convenceu de que amarelo era a cor do sol, e não era apropriado mudar a identidade da casa, novamente o amarelo da casa se confundiu com as flores do ipê.
O tempo passou outra vez muito rápido, e como o tempo é sempre imprevisível, ela cresceu tanto que a casa ficou pequena, as paredes mudaram de cor, ficou um amarelo desbotado, as janelas e portas, o sofá e os quadros, não desapareceram, mas ficaram mais velhos , iguais a menina, que já não era uma menina. Ela tinha vinte seis anos quando se mudou de cidade para fazer faculdade, ela seria uma enfermeira, queria curar o mundo, ela dizia que o mundo precisava de pessoas que sabiam cuidar de pessoas.
Joaquim se tornou um astrônomo de verdade, aparece de vez em quando, Juliana voltou a morar na casa amarela, na rua dos Berilos número um...
Sabe, às vezes não precisamos mudar de casa para ser feliz, a gente só precisa crescer um pouco para experimentar morar em  outras casas amarelas .Há casas de todas as cores, com todas as formas possíveis... A casa amarela é como um coração, que guarda memórias da nossa infância, dos sonhos que queremos alcançar.
A casa é  um lugar  onde povoam sonhos, esperanças , às vezes lágrimas e sorrisos, é onde estamos sempre indo e voltando...
Juliana cresceu e nunca esqueceu da sua casinha amarela, onde ela aprendeu que crescer faz parte da vida, que a velhice é só mais uma parte do caminho.
Seus pais deixaram a casa , se mudaram para as estrelas, aonde ela viaja de vez em quando, cultiva ainda a saudade da sua infância, do seu amigo Joaquim, das pedras da rua, que já não são as mesmas, dos  outros vizinhos que nunca se mudaram, só o Joaquim.

Seguir em frente!!!




É verdade, quando será que seremos sinceros ao ponto de perdermos todas as máscaras, de deixarmos de nos vermos como queremos, para enxergarmos quem somos de verdade .
A razão, passa a ser uma meta, e tudo que conhecemos como verdade, deixa pistas sobre quem somos.
Quando vamos deixar de impedir nosso crescimento?
Quando será o momento de abrirmos o nosso coração e passarmos a nos amar com tudo que tem dentro de nós?
A grande verdade é que tentamos sermos bons o tempo todo, tentando alcançar o que gostaríamos de ser.
Nós somos seres humanos, e tentamos alcançar a humanidade como inteiros, mas não estamos inteiros, estamos pela metade, acreditamos sermos inteligentes, acreditamos sermos bons, porque desejamos sermos tudo isso.
Queremos fazer o bem o tempo todo, mas nem sempre somos tudo que esperamos ser, a nossa expectativa é alta, mas será que podemos alcançar essa expectativa?
Eu não sei dizer, porque sempre acreditei no impossível, o Universo é tão imenso, e quando temos vontade , tudo se torna possível.
Eu quero ser uma pessoa melhor, com todo o meu coração, mas está sendo uma tarefa árdua, porque nem sempre o nosso coração está cheio de virtudes que ultrapassam as nossas sombras, eu quero muito me tornar a estrela , e vou tentar, porque dentro de nós a esperança não pode nos abandonar.
É preciso ter força, para superar as nossas sombras, e é mais fácil falhar, desistir no meio do caminho, porque nunca será fácil, é preciso um esforço enorme...
Eu sei que dentro de tudo que habita em mim, há uma força a ser alcançada, no fundo do meu coração, há uma vontade, e vou seguir sozinha, porque foram as minhas escolhas que me deixaram onde estou. 

Fique sabendo mais!!!!!

Seres alados!!

Seres alados!!
Somos alados quando temos boas atitudes.As minhas asas quebram quando minto, perco penas quando fico triste mas nunca perco a fé porque sei que vou voar para a eternidade.
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