A brisa toca de leve os meus cabelos.
Sopros de Deus que cantam palavras que brilham dentro de mim.
Minhas mãos tocam as flores , as folhas das trepadeiras.
Pequenos seres alados pairando a grama verde e molhada de orvalho.
São pirilampos , grilos e pequenas joaninhas.
Colorindo o vale.
Os girassóis paralisam meu olhar.
O nascer do sol, é o brilho que amanhece dentro de mim.
A silhueta de uma árvore me convida a permanecer vibrando na natureza.
Fecho os olhos, me vejo além das colinas, nem castelos são tão valiosos do que meu olhar para o horizonte.
E ali, me perco em pensamentos.
De paz e de equilíbrio.
Os cordões que me ligam ao meu corpo se estende.
E eu transporto ao céu , é de lá que eu posso sentir.
O quanto somos nós dentro de um Universo.
E a luz que eu sou, volto ao campo e passo a iluminar o meu corpo ainda coberto de esperança.
Não penso em voltar...
Aqui ... tudo passa como um raio.
A lua .
E as cachoeiras purificam, o ar pesado não existe aqui.
Não penso em voltar...
Mas os anjos me disseram que eu preciso voltar.
Para trazer à luz... as crianças... aos corações doentes e impacientes.
Então, eu volto...
E aqui permaneço, sendo luz...
Mas luz também tem que aprender a brilhar um pouco mais!!!

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