Queridinha

domingo, 27 de setembro de 2026

Paulo Freire - A Pedagogia do oprimido - parte 2



A consciência expansiva nos leva a pensar no outro como um com o TODO, e quando pensamos como opressores, pensamos com habilidades de manipulação e quando pensamos enquanto oprimidos pensamos no pensamento liberto.
Falar sobre a pedagogia do oprimido é estar ciente do nosso papel no mundo, de onde nós encontramos dentro dele.
Admitir que em algum momento fomos os "opressores" e nos colocamos em nosso lugar no momento atual é estarmos conscientes da nossa condição, e como somos agora? Aonde nos encontramos no mundo nesse agora?
Imaginemos um mundo em que existe uma consciência maior de nós mesmos e descobrimos que somos parte de um processo evolutivo dentro da humanidade.
Enquanto o opressor tira a humanidade do oprimido, o próprio oprimido precisa ser consciente do papel onde ele se encontra, essa consciência de classe é extremamente importante para as nossas ações dentro dessa sociedade.
Só buscamos liberdade de sermos quando nos demos conta da falta de liberdade que temos, enquanto isso o opressor se beneficia da nossa falta de consciência.
Estarmos conscientes é um estágio da nossa ação de internalizar a nossa ação revolucionária, quer dizer, mudamos a nossa realidade, não apenas por nós mesmos, mas por todos nós.
A falta de consciência nos leva à uma dependência emocional que temos com o opressor, há uma propaganda monstruosa para permanecermos na condição de oprimido, porque o opressor sempre se beneficia com nossa ignorância.
A sociedade só evoluí quando o oprimido se torna consciente e busca não só a liberdade mas a consciência dos outros oprimidos, portanto, a ignorância continua sendo uma vantagem para o opressor.
Toda a sociedade evoluí quando o oprimido se torna consciente e luta por sua liberdade, por uma evolução dentro dessa sociedade, logo, a sociedade evoluí quando há lutas para tais , e quando os oprimidos ganham liberdade de serem quem são, a liberdade de pensar por si, de fato altera a realidade, e proporciona uma mudança sistemática.
Quando falamos na pedagogia do oprimido estamos falando sobre essa dinâmica, essas linguagens da sociedade e da vontade de mudanças severas.
Nunca podemos nos atrever a permanecermos na ignorância, já que a ignorância alimenta o opressor e a mudança deixa existir.
A educação bancária nos fizeram pessoas sem questionamentos, portanto, a educação no tempo de ditadura militar no Brasil abraçou uma educação em que se baseia o acúmulo de disciplina sem nenhuma consciência, não era uma educação crítica, a interpretação da realidade se baseava em como queriam que nos fossem ensinados, sem estímulo às críticas ou mesmo numa outra perspectiva, para ser mais didática, a educação era como educar um rebanho.
A educação é afetiva, e numa educação bancária, mata-se a crítica e desumaniza o educando, perde-se a consciência enquanto ser humano em desenvolvimento, é um adestramento nada mais.
Embora tenhamos a consciência de que terceirizar a educação familiar não é uma ação solidária, a nossa consciência de educador admite que a educação se trata de uma ação de coletividade, não há educação sem afeto e sem a possibilidade de uma humanização na educação, portanto, a educação é bem mais do que o ensino da disciplina, há uma comunhão de conhecimentos acadêmico e o conhecimento moral e cívico.
Paulo Freire foi exilado por ensinar , por compartilhar o que existia em seu coração enquanto educador e pensador.
Ensinar a pensar para alguns é uma arma nas mãos de um revolucionário.
E por quê não ensinar a pensar crítico?
A ignorância é uma arma dos opressores, é fácil manipular um rebanho, quando este não pensa e não reflete sobre as questões subliminares.
A capacidade de entender o que se passa dentro de nós está intimamente ligado à nossa capacidade de introspecção, viver exclusivamente para o olhar  da sociedade sob nós nos impede de nos percebermos sobre o que pensamos sobre está mesma sociedade da qual queremos pertencer, mas será que a nossa contribuição pessoal para construção dessa sociedade se trata apenas de mantê-la economicamente ativa?
Trata-se da nossa percepção sobre o nosso papel enquanto seres humanos, portanto desumanizar o outro é um ato cruel para nós mantermos no topo da pirâmide social.
A consciência de classe nos trás a nossa posição real , assim deixamos de alimentar a opressão e nos tratar como seres humanos que vivem numa sociedade para o bem da coletividade.
Ser uma pessoa solidária é estar ciente de nossa missão humana , sem os holofotes somos quem somos.
A educação é afetiva , ela permanece sendo assim mesmo que se caracteriza como uma educação bancária, já que aprendemos por meio de sensações, emoções e sentimos nesse processo de aprendizagem, por isso, na educação infantil devemos ser sempre conscientes de todas as nossas ações e entender as diferenças entre uns e outros durante esse mesmo processo , quando ensinamos somos íntimos do educando.
Há transferência de saberes, por essa razão que a educação crítica é importante para a construção de uma sociedade saudável e consciente.
Nós construímos a infância da criança, nós a educamos em conformidade com as nossas percepções, portanto, uma criança se torna preconceituosa, ela se torna racista, ela se torna insensível ao quê a deixamos insensível, daí a importância de sermos coerentes e bons , o nosso exemplo é o aspecto crucial de nossa educação.
Paulo Freire foi exilado por ensinar a pensar, e quantos de nós refletimos sobre quem somos e como contribuímos com o mundo que nos cercam? Muitos de nós!!!
A partir do momento que a nossa visão de mundo se expande, a nossa consciência se torna coletiva e fazemos o bem sem holofotes mas em concordância com a nossa própria consciência.
A busca por conhecimento nos torna mais alertas e despertos , mas lembremos que o despertar não é um despertar sob o olhar divino mas sob o nosso  próprio olhar, afinal, enxergamos conforme a nossa capacidade de discernimento e não pela vontade do outro sobre o nosso olhar, o conhecimento se torna pessoal, porque é individual, há sim uma sincronicidade mas parte de um para o todo, não há como ser todos sem a união dos demais, há similaridades e isso nos unem, caso não haja estaríamos sós, nos unimos pela familiaridade, estamos juntos e misturados mas em nossas frequências que nos unem .
Sempre nos aliamos com os nossos iguais, por isso não existe neutralidade na educação, todo ato educacional é um ato político.
Tudo tem polaridade, tudo é duo, portanto, não há como ser neutro, só o amor é neutro, porque é a única energia que nos mantém em igualdade.
As leis universais nos colocam em igualdade, porque sendo leis, todos estão conectados através delas, mesmo não concordemos com elas em algum momento, ainda sim, elas existem para o equilíbrio.

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Somos alados quando temos boas atitudes.As minhas asas quebram quando minto, perco penas quando fico triste mas nunca perco a fé porque sei que vou voar para a eternidade.
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