Queridinha

sábado, 6 de junho de 2026

Luzia Pinto : A mulher que enfrentou a inquisição no Brasil, de autoria de Argemiro Afonso Ramos

 



Luzia Pinto... Uma mulher extraordinária.

Sim, a história dessa mulher, foi escrita por Argemiro Afonso Ramos, um escritor que conheci numa oficina de escrita criativa,
Não é uma história incomum , mas uma história que retrata a história feminina durante séculos de escravidão, isso a torna uma história comum, mas não um comum de qualquer jeito, é uma história que acompanha a sociedade brasileira que não podemos ignorar.
A escravidão no Brasil trouxe crises existenciais, lacunas que não podemos curar ou preencher com qualquer história ou medalhas, é uma parte da história que construiu nosso país, seja no contexto econômico, social e cultural, e resgatar a história real da escravidão, é um papel importante  na recuperação de uma identidade essencialmente linda, o resgate à cultura africana que chegou ao Brasil que fora impedida de existir é de extrema importância para entender a nossa atualidade enquanto nação que explica a problemática que temos hoje. A escravidão construiu nosso país, escravos que tinham uma longevidade curta, cruel, filhos tirados de suas famílias, como Luzia, pais mortos diante de filhos, queimados e destruídos com requintes de crueldade, o racismo não foi criado por negros escravos, não foi o povo negro trazido da África que empobreceu o mundo ,  porque foram os escravos negros,as moedas que enriqueceram o mundo, vidas sacrificadas, foi um projeto de aniquilação de raças, mas o mundo é bem maior em amor e generosidade de pessoas como Luzia que trazem ao mundo esperança e fortalecimento da fé.

O livro , Luzia Pinto : A mulher que enfrentou a inquisição no Brasil, é a retratação de uma parte mínima de nossa história, mas faz diferença na vida de quem a lê.
Luiza é a mulher que insiste em viver sua religiosidade em seu íntimo e a viveu com a singularidade de uma mulher extraordinária no seu ambiente escravocrata, viveu traumas, torturas que nos leva a uma angústia inigualável, porque é uma história que retrata uma realidade que não conseguimos apagar de nossa memória, é a nossa memória vivida por milhares de escravos.
Luzia Pinto, era a curandeira que não se abalou , não se curvou e viveu a sua ancestralidade plenamente, o que hoje é preciso exemplificar e ser difundido em alta escala.
A escravidão não é uma história antiga, criamos dentro de nós as marcas desse passado, a nossa negritude carregamos em nossas veias, em nossas histórias íntimas, e também vivemos os diversos preconceitos, porque a nossa ancestralidade não é uma história da qual se deve apagar, deve ser transmitida e acertada.
A história dessa mulher me veio à memória da minha avó, das muitas avós, do racismo, das lutas incansáveis e das inúmeras heroínas anônimas, me trouxe as dores que eu não senti na pele, as lágrimas que foram engolidas e documentadas na memória coletiva de um país que ainda vive as ruínas da escravidão.
Luzia Pinto foi uma mulher que comprou a sua própria alforria e levou sua religiosidade a todos que precisavam, foi traída, desprezada, e por ser a mulher incrível, generosa e acolhedora.
E voltou para seu lugar de origem, a sua terra mãe, lugar onde sempre fora seu  e o nosso lugar enquanto coração.
Quantas mulheres nos servem de exemplo?
Quantas dessas mulheres anônimas vivem suas lutas internas solitárias?
Tantas mulheres escritoras , artistas , empregadas domésticas, cozinheiras, professoras, protagonistas em suas histórias de superação.
Luzia é mais um nome , mais uma mulher forte e empoderada de nossa história que nos motiva a não desistir, são essas mulheres que nos despertam e nos ajudam a nos ajudarmos, verdadeira  irmandade.
Argemiro Afonso Ramos não só escreveu lindamente sobre uma das personalidades mais exuberantes de Minas Gerais, ele nos deixou em palavras a exemplificação da mulher que queremos nos tornar!!!

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Seres alados!!

Seres alados!!
Somos alados quando temos boas atitudes.As minhas asas quebram quando minto, perco penas quando fico triste mas nunca perco a fé porque sei que vou voar para a eternidade.
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