Estou assistindo uma nova série, baseada na obra de Margaret Atwood ,é bastante empolgante porque retrata uma sociedade machista, além de se assemelhar com algumas ideias que estão sendo propagadas de maneira penetrar em nossos lares e nas mentes infantis.
Sim, estou falando novamente da machosfera , uma onda de ideias que estamos vivendo como uma verdadeira epidemia , será que precisamos de uma nova onda do feminismo para lutarmos contra essas ideias maciças onde a mulher tem um lugar de submissão, o feminismo não trás ideia de supremacia das mulheres mas igualdade e liberdade ao contrário do machismo que é fruto do patriarcado que vem desumanizando as mulheres há milênios, e isso não é um exagero.
A série é uma obra que nos trás reflexões sobre a mulher e sua história na humanidade, estou no início da série, e desde o início já me trás reflexões violentas a respeito desse universo, o que me lembra o Afeganistão e sua política contra as mulheres, além do absurdo da retirada do voto feminino nos EUA, que espero não ser levado a diante.
O corpo da mulher como uma propriedade, um recurso odioso de manipulação têm sido a grande jogada da série , as mulheres são usadas, e trazidas à série como máquinas reprodutivas, e é claro, em nome de Deus, o que também nos fazem nos lembrar de leis que foram exercidas com rigor sem nenhum direito às mulheres e estas, nós, como moedas, além dos genocídios contra as mulheres durante a caça as bruxas, a religião sempre fora a nossa maior força , seja ela com amor, seja ela para o controle nos trazendo crenças limitantes...
Não estamos aqui contra nenhuma religião , mas há fatos históricos que nos fazem refletir quando pessoas ambiciosas e maldosas usam a religião como forma de controlar pessoas, fazendo-as cegas diante de questões que deveriam ser entendidas como caridade, respeito e empatia, além de tantas outras atribuições que nos elevam o espírito.
Qualquer que seja os ensinamentos, saibamos assimilar o que nos é proveitoso ao invés de aceitarmos tudo como verdade absoluta.
A série não é apenas cruel , é um retrato de violência, uma cultura do estupro que é legalizado e aplaudido.
Não se pode negar o sofrimento dessas mulheres que são usadas e maltratadas, punidas e trocadas como moedas, propriedades e são mutiladas mentalmente.
O fato das mulheres serem livres para pensar em suas vidas profissionais, preocupadas com suas famílias e serem provedoras de seus lares, causou uma manifestação negativa de muitos homens, algumas mulheres com um discurso machista de "salvação da família", o que é bastante usado pelas pessoas conservadoras, mas na verdade, as famílias não são destruídas por ninguém a não ser nós mesmos, quando ensinamos que ensinar pela violência, quando usamos de ideias misóginas , racistas, entre outras filosofias que ao invés de evolução inflamam palavras de ódio, enfim, não há solução para a coletividade quando há tantos recortes que devemos nos atentar a entender.
A sociedade que desumaniza a mulher, também desumaniza a ideia de liberdade, igualdade e fraternidade, não há como evoluir sem o cuidado uns com os outros de maneira amorosa e gentil.
O respeito pelas diferenças é o que nos garante harmonia, não há gentileza sem respeito e humanidade.
O conto da Aia... Realidade ou ficção?
Para algumas mulheres é sim uma realidade cruel , porque é uma série que retrata uma verdade que não queremos vivenciar, uma realidade idealizada por pessoas que não aceitam as diferenças, e querem nos manter fora de nossos próprios corpos, sem pensamentos próprios, sem discernimento, não querem que pensemos, porque quando somos ignorantes, estamos a mercê dos que exercem o poder.
Quando vemos uma série que retrata uma sociedade com tantas falhas morais, crueldade contra as mulheres, vemos também uma sociedade doente e fanática, sem questionar o que é bom e o que é ruim, a mulher é o ventre do mundo mas quando usam essa biologia, essa missão como moeda, usam o corpo da mulher como instrumento de acúmulo de riqueza, e usam o argumento de que Deus a quer submissa e sem liberdade devemos mesmo é prestar atenção em como estamos lidando com as nossas escolhas e como queremos que as novas gerações vivam, porque a nossa missão não é apenas gerar , é sim sabermos viver com as diferenças, e respeitarmos essas diferenças porque queremos viver em paz e não acumular ódio e vingança.
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